Adilson empurrou o documento do testamento para Cícero.
— Você pode abrir e olhar, veja se o conteúdo é o que você quer.
Cícero estendeu a mão e, depois de repousar os dedos sobre o documento por um tempo, empurrou-o de volta.
Adilson olhou para ele e disse: — Não quer abrir e dar uma olhada? Isso é o que todos da família Machado querem ver.
Cícero balançou a cabeça lentamente: — Não tenho motivos para questionar as decisões do vovô.
Adilson ficou um pouco surpreso: — Por que não quer ver?
Cícero disse baixinho: — Talvez eu nunca tenha me importado tanto com isso. O que me importa...
Parecia que tudo com o que ele se importava havia se resumido a uma única pessoa, e nada mais.
As coisas com as quais a família Machado tanto se importava não passavam de nuvens passageiras aos seus olhos.
Adilson pensou um pouco e não o forçou.
— Tudo bem, mais cedo ou mais tarde você vai saber. Se não quer ver agora, deixe para lá.
Naquele momento, ninguém sabia que essas palavras se tornariam o motivo de um arrependimento futuro para Cícero por não tê-lo aberto.
Depois de terminar de conversar com o Sr. Adilson, Cícero finalmente se lembrou de que Weleska ainda estava lá embaixo.
Adilson parecia saber o que ele estava pensando.
— Tire-a daqui e diga a ela que não quero ver pessoas que aparecem sem serem convidadas.
— Entendido. Sinto muito, vovô.
— Pode sair, eu preciso descansar.
Quando Cícero saiu do escritório e viu que Weleska ainda estava lá embaixo, sentiu-se um tanto impotente.
A insistência de Weleska hoje já o havia deixado bastante aborrecido.
— Weleska, volte. Da próxima vez, não traga o Gildo, ele ainda é pequeno. — Cícero disse enquanto saía pela porta de Praia Dourada levando Arthur consigo.



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