Ao se levantar para servir água, Eduarda sentiu a cabeça pesada. Ela se apoiou na mesa com uma mão e tocou a testa com a outra, apenas para perceber que estava com febre.
Pelo toque, a temperatura não parecia baixa; não era de se admirar que estivesse se sentindo tão sem forças enquanto olhava os documentos há pouco.
Eduarda olhou a hora. Inicialmente, queria tomar dois comprimidos para febre e deixar por isso mesmo, mas, num momento de distração, lembrou-se do que Franklin lhe dissera sentado à sua frente naquele mesmo escritório não muito tempo atrás: "Cuide-se bem". Ela se levantou, pegou as chaves do carro e saiu.
Chegando ao hospital, Eduarda deu entrada diretamente na emergência para febre. Após os exames, constatou-se que era uma febre de gripe causada por baixa imunidade.
O médico prescreveu soro e medicamentos. Ela pegou a medicação sozinha, sentou-se na área de infusão e tomou o soro em silêncio.
Havia outros pacientes tomando soro ali perto, e os olhos de Eduarda foram atraídos por um jovem casal que conversava animadamente.
A garota estava com febre e sentindo-se muito mal: — Tenho que entregar o projeto para o supervisor na semana que vem, mas minha cabeça está uma confusão, não consigo escrever nada! O que eu faço?!
O garoto estava ao lado a consolando: — Calma, calma, não fica triste. Quando voltarmos, eu ajudo você a escrever. Por agora, é melhor você descansar bastante, senão não vai ter energia.
— Mas eu me sinto tão mal, eu quero comer espetinho de frutas cristalizadas!
— Assim que você terminar o soro, eu te levo para comprar, pode ser? O que quiser comer, a gente compra pra levar.
Dito isso, os dois se entreolharam e sorriram.
Quando a garota virou a cabeça, notou o olhar de Eduarda.
— Ai, me desculpe. Nós estamos fazendo muito barulho e te incomodando? Vamos falar mais baixo.
A garota olhou para Eduarda com uma expressão de desculpas.

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