Antes de Adilson se enfurecer, enquanto ainda não havia visto Weleska, seu humor estava relativamente estável.
Quando Cícero trouxe Arthur para a Praia Dourada, Adilson sentiu um grande alívio no coração por ver a criança depois de tanto tempo.
Arthur foi muito dócil e obediente, agindo com carinho ao lado de Adilson.
— Bisavô, o Arthur sentiu muita saudade de você. O senhor sentiu saudade de mim?
Adilson deu boas risadas com as brincadeiras do menino.
— Claro que senti sua falta, seu pestinha.
Adilson deu um leve toque no narizinho de Arthur e o colocou sentado ao seu lado.
Olhando para trás deles sem ver o vulto de Eduarda, Adilson perguntou:
— E a Eduarda? Ela não veio com vocês? Aconteceu alguma coisa?
Arthur estalou os lábios com uma expressão um pouco hesitante e constrangida, antes de dizer: — A mamãe parece não estar de muito bom humor hoje, e também está bem ocupada. Ela deve estar trabalhando, por isso não veio.
Arthur também temia que o bisavô culpasse a mãe, por isso explicou dessa forma.
Mas Adilson não tinha a intenção de culpar ninguém; apenas ficou um pouco descontente.
Ele olhou para Cícero e perguntou: — O que aconteceu? Eu pedi para você trazer a sua esposa e o seu filho. Como pôde esquecer a esposa?
Cícero não conseguia explicar a situação em poucas palavras.
— A Eduarda não pôde vir hoje, mas pediu para mandar lembranças ao senhor, vovô.
Cícero falou de forma vaga, não querendo que a reputação de Eduarda fosse afetada.
Adilson bufou, mas naturalmente não ficou com raiva de Eduarda.
— Tudo bem, lembre-se de trazê-la da próxima vez. Se você realmente quer se reconciliar com ela, precisa demonstrar alguma atitude. Caso contrário, acabe logo com isso e não a faça passar por situações difíceis.
Adilson lançou um olhar de soslaio para Cícero.
Cícero assentiu de imediato, sem dizer mais nada.
— Bom, já que é assim, vamos jantar.

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