Cícero não quis ser muito rude na frente de todos.
— Nos encontramos por acaso, não viemos juntos.
Weleska se alegrou intimamente. Cícero ainda estava disposto a preservar sua imagem, o que mostrava que ele continuava tendo um coração mole por ela.
Adilson tinha muito a dizer para Cícero naquele instante, mas não disse nada de imediato.
— Vamos comer primeiro. Depois você vem ao meu escritório, tenho algumas coisas para conversar seriamente com você.
O rosto de Cícero logo se encheu de culpa. As três gerações da família Machado foram para a sala de jantar, mas ninguém convidou Weleska para acompanhá-los.
Weleska não podia simplesmente se intrometer. Sua situação ali era ainda mais constrangedora do que na Praia Dourada Residence.
O jantar foi extremamente silencioso. Após a refeição, Adilson pediu que alguém cuidasse de Arthur e foi com Cícero para o escritório.
No escritório, a raiva de Adilson ainda não havia passado, e ao olhar para Cícero, irritava-se ainda mais.
— Vou falar sobre o assunto principal primeiro, deixamos o resto para depois — disse Adilson.
Cícero abaixou os olhos em atitude submissa: — Pode falar, vovô.
— Seu tio Roberto veio aqui hoje e nós conversamos. Ele continua testando as águas sobre o futuro da família Machado, tanto direta quanto indiretamente. Eu sei que o Roberto cobiça a sua posição, mas você conhece as minhas intenções. Esta família será sua.
Cícero ficou em silêncio por um instante e depois perguntou: — Vovô, por que você nunca considerou o tio Roberto? Ele também é um homem de muita habilidade.


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