— Mamãe, a gente não devia ir para casa? Parece que não somos bem-vindos na casa do papai Cícero. — disse Gildo, apertando as próprias mãozinhas.
Weleska não queria ir embora daquele jeito; ela não tinha vindo ali hoje para simplesmente ir embora.
— O Gildo não estava com saudade do papai Cícero? Então não vamos para casa. É só você ser carinhoso com o papai Cícero que ele não vai expulsar você. Ele também vai ser muito bom para você, igualzinho a antes. Não seria ótimo?
A persuasão de Weleska funcionou, e Gildo assentiu, ainda um pouco confuso.
— Está bem, mamãe, então vamos ficar.
Weleska e Gildo ficaram esperando na sala de estar do primeiro andar. Não demorou muito para Cícero e Arthur descerem as escadas, ambos com roupas trocadas, mas aos olhos deles, Weleska sequer parecia estar ali.
Cícero perguntou ao administrador da casa: — A senhora ainda está lá em cima?
— Sim, não vi a senhora sair. — respondeu o administrador da casa.
Cícero pensou um pouco, arregaçou as mangas da camisa e se preparou para subir as escadas e chamar Eduarda para ir com eles. Coincidentemente, Eduarda também abriu a porta do quarto, mas segurava algumas pastas nas mãos.
Eduarda desceu as escadas segurando as pastas e a bolsa, preparando-se para sair e ignorando as pessoas na sala de estar.
Cícero a chamou.
— Eduarda, o vovô chamou nós três para jantar. Arthur e eu já estamos prontos. Vamos jantar primeiro, depois eu levo você para o trabalho.
Eduarda parou, virou-se e disse: — Eu prometi que iria jantar com você na Praia Dourada? Já que a Sra. Castilho também está aqui, e ela quer ir com você, seria perfeito irem juntos.
Cícero retrucou: — O vovô pediu para a nossa família de três pessoas voltar; ele provavelmente tem algo que quer conversar com a gente.
— Família de três? — Eduarda entregou as pastas ao administrador da casa e aproveitou para lhe dar a chave do carro, pedindo que ele o trouxesse e guardasse os documentos lá dentro.
Enquanto esperava o administrador da casa, Eduarda olhou para Cícero: — Parece que o Sr. Machado tem memória curta. Deixe-me lembrá-lo de que nós já estamos divorciados, não somos mais uma família de três. Você pode levar quem quiser para jantar.
Cícero insistiu: — Eu só quero levar você para casa.
Em seu mundo, não havia outras pessoas, apenas Eduarda.
Eduarda sorriu ao ouvir aquilo e balançou a cabeça.


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