— Onde vocês foram brincar? — perguntou Cícero.
— Fomos praticar snowboard com o instrutor de esqui! O Arthur é muito bom, eu preciso aprender com ele. — Wilmar admirava bastante a facilidade com que Arthur havia aprendido as técnicas de esqui.
O rosto de Arthur ficou vermelho: — O Wilmar também é muito bom, sinto que não vai demorar muito para ele esquiar até melhor do que eu.
As duas crianças riram, cada um achando que o outro era melhor.
Weleska secou as gotas d'água do rosto e, aproximando-se, abriu os braços para Arthur com um sorriso: — Arthur, a tia Weleska sentiu a sua falta. Vem aqui, deixa a tia te dar um abraço.
Olhando para a mulher que lhe sorria com os braços abertos, Arthur deu um passo para trás por reflexo.
— Não, obrigada, tia Weleska. — Arthur não tratou Weleska com a intimidade que tinha antes.
Weleska ficou sem graça, a expressão quase não se segurava em seu rosto; e no coração, se perguntava o que estava acontecendo com o menino.
— O que houve, Arthur? Você não sentiu saudade de mim depois de tanto tempo que a gente não se vê? — Weleska perguntou de propósito.
Arthur apenas negou movendo a cabecinha de leve.
Desde o cancelamento do casamento do pai com a tia Weleska, ela agia como se fosse outra pessoa e vinha tratando-o cada vez pior.
Fosse com comida, roupas ou brinquedos, Weleska já não o mimava como no passado.
Especialmente porque, com frequência, a tia o forçava a ligar para o pai pedindo para ir para casa. Quando o pai afirmava que não tinha tempo, ele percebia que a tia acabava descontando a frustração nele.
Comparando tudo isso, além do tempo que os pais estiveram fora, Arthur tinha cada vez mais recordações da bondade de sua mãe.
Aos poucos, deixou de gostar da tia Weleska e a saudade pela mãe só aumentava.
Foi só após rever a mãe que ele resgatou o sentimento de ser amado.
Mesmo que a mãe, por enquanto, ainda não estivesse disposta a ser próxima dele como no passado, ela não era como a tia Weleska. Sua mãe era de verdade e jamais o usaria para fazer o que ele não desejava.
Arthur disse: — Tia Weleska, a minha mãe voltou pra casa, eu tenho a companhia da minha mãe agora, não preciso mais de você, obrigada pela intenção.


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