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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 625

Eduarda ergueu o olhar e o rosto familiar apareceu à sua frente.

Ela comprimiu os lábios, sentindo um turbilhão de emoções no peito.

— Franklin... como você...

Como ele poderia estar ali?

Franklin não respondeu de imediato. Apenas olhou para ela e soltou uma risada contida.

— Falamos disso depois. Dê um passo para trás — ordenou Franklin, puxando-a gentilmente pela cintura para que ela ficasse às suas costas. Ele se postou diante dela, bloqueando praticamente toda a sua visão do que acontecia à frente.

Diante do pedido, Eduarda permaneceu em silêncio, observando a situação logo atrás dele.

Franklin voltou-se para o homem berrando no chão, lançando-lhe um olhar tão gélido que seria capaz de cravar alguém no piso.

Aproximou-se a passos curtos, inclinou-se e, em um tom calmamente sombrio, proferiu palavras que destruíram o homem de vez:

— Volte e arrume as suas coisas. Este estabelecimento vai fechar as portas para sempre.

O dono do bar estava histérico e gritou:

— E por que eu deveria?! Você acha que manda no meu negócio?! Quem você pensa que é?! Sabe com quem está lidando ou quem está me bancando?!

Franklin esboçou um sorriso perigosamente letal.

— Claro que eu sei. Este seu espaço é apoiado pela Nexo Marketing Estratégico, que fez fortuna com mídia. E a principal investidora da Nexo Marketing Estratégico é a família Nogueira.

Ao escutar isso, o dono do bar se levantou aos tropeços, rindo com deboche:

— Já que sabe que eu tenho a família Nogueira me protegendo, vê se fica esperto! A família Nogueira é uma das mais poderosas em Porto de Safira. Vai encarar?!

Franklin mirou o homem como se estivesse olhando para a criatura mais imbecil da face da Terra.

Pegou o celular, discou um número e, quando atenderam, falou em tom casual:

— Sr. Braga da Nexo Marketing Estratégico? Isso mesmo. Feche imediatamente o bar famosinho aqui de Nova Aurora. Não destrua a reputação da sua empresa. Se não o fizer, a família Nogueira vai retirar todos os investimentos.

Do outro lado da linha, o Sr. Braga tremeu de medo.

— Mas que diabos você andou fazendo?! Quer me afundar junto com você?! Sabe com quem você mexeu?! Se você quer se destruir, que o faça sozinho!

O dono do bar ficou perplexo:

— Como assim, Sr. Braga?! Eu não sei do que está falando! Com quem eu mexi?!

O Sr. Braga estava possesso de ódio:

— A pessoa que você acabou de ofender na sua frente é ninguém menos que o meu maior investidor, o Sr. Nogueira! Ele já cancelou o patrocínio! Te vira! E é bom que você nunca mais abra esse restaurante!

Em seguida, o Sr. Braga desligou o telefone na cara dele.

O dono do bar deixou os braços caírem, em choque. Encarou Franklin, que o observava friamente, e toda a sua arrogância evaporou num piscar de olhos.

— O senhor é o Sr. Nogueira... então o senhor é o Sr. Nogueira! Eu fui cego e não percebi a sua grandeza. Cometi um erro terrível e imploro o seu perdão. Por favor, não leve isso adiante — O dono do bar trocou de atitude no mesmo instante, rastejando e adulando Franklin.

Mas Franklin não tinha paciência para ouvir bajulações. Da mesma forma, não estava disposto a mudar de ideia sobre o fim do investimento.

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