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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 624

Já Eduarda, por outro lado, não estava nem aí para o assunto. Satisfez a curiosidade com uma ou duas olhadas rápidas e logo se virou para continuar comendo o que estava em seu prato.

— Aaaaah, mana, olha lá, ele está vindo na nossa direção!

Os gritinhos animados de Pérola chamaram a atenção de Eduarda de volta.

O homem que antes estava na entrada havia parado bem ao lado da mesa delas. Pérola observava atentamente cada movimento seu.

No entanto, o homem estendeu a mão para Eduarda e perguntou:

— Senhorita, me daria a honra de tomar um drink comigo?

Eduarda colocou o talher sobre a mesa, olhou para o mascarado e negou polidamente:

— Agradeço o convite, mas eu não bebo. Sinto muito.

Mesmo após a recusa, o homem não moveu um músculo para se afastar. Manteve a mão estendida, insistindo no convite.

Inconscientemente, Eduarda sentiu uma vibração estranha no ar. Franziu a testa e recusou novamente:

Os olhares dos outros clientes voltaram-se para aquela mesa. Alguns chegaram a pegar o celular para gravar e publicar nas redes sociais.

— Olha isso! O dono bonitão do bar acabou de levar um fora de uma cliente! Meu Deus, como ela consegue recusar um cara desses? Difícil de engolir!

— É verdade! Se fosse eu, já teria aceitado na hora! Dizem que quem já tomou um drink ou dançou com ele fala que ele é super carinhoso. Eu daria tudo por uma chance dessas, e a garota ali jogando fora.

Os comentários maldosos de algumas mulheres em mesas vizinhas chegaram aos ouvidos de Eduarda e Pérola.

Pérola, que momentos antes estava super encantada, perdeu o encanto imediatamente.

— Mas que bando de besteiras estão falando? — Pérola levantou-se num salto. — Minha amiga rejeitou ele, e daí? Ninguém é obrigada a beber com ele!

Pérola não suportava ver Eduarda ser constrangida. Foi logo puxando a mão da amiga.

— Que cara horroroso, enganou todo mundo, credo! Graças a Deus a moça lá não deu trela para ele, senão ia se meter com um monstro. Não consigo nem olhar!

Aquelas mesmas clientes que estavam difamando Eduarda agora mudaram de lado e começaram a defendê-la. Enquanto isso, várias pessoas aproveitaram para tirar fotos e vídeos do homem caído, postando tudo na internet quase em tempo real.

— Notícia de última hora, pessoal: o dono do restaurante famoso não tem nada de galã, é uma fera horrorosa que fica assediando as clientes. Que absurdo!

O restaurante virou um caos em poucos segundos.

Eduarda também havia se assustado com a confusão, mas então sentiu-se acolhida por braços masculinos firmes e protetores.

Ela sentiu o perfume da pessoa ao seu lado. Uma fragrância inconfundível.

Uma voz rouca e segura vibrou contra seu corpo, envolvendo-a com um instinto protetor avassalador:

— Você está bem, Eduarda? Não se machucou, né?

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