Entrar Via

Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 618

Toda criança que não consegue o que quer se sente injustiçada.

Arthur gritou bem alto:

— Se mamãe não ficar comigo, eu não como! Se eu não comer, minha pressão vai cair e eu vou desmaiar!

Eduarda achou aquilo inacreditável; ela se abaixou até ficar na altura dos olhos de Arthur. Após mãe e filho se encararem por alguns instantes, Eduarda virou o rosto para o mordomo e ordenou:

— Traga a régua de madeira.

O mordomo obedeceu rapidamente, indo até o escritório e pegando uma régua grossa de madeira na gaveta.

Ao recebê-la, Eduarda olhou para Arthur e disse:

— Estenda a mão.

— Mamãe, o que você vai fazer... — Arthur já imaginava o que estava por vir, mas não queria acreditar que sua mãe, a pessoa mais gentil do mundo, faria algo assim.

Eduarda respondeu friamente:

— Já que você quer que eu te eduque, se você erra em questões de princípio, precisa ser punido.

Arthur não achava que estava errado e gritou, sentindo-se a maior vítima do mundo:

— Eu não fiz nada de errado! Eu só queria que a mamãe se importasse comigo, o que tem de errado nisso?

Eduarda limitou-se a dizer:

— Estenda a mão, ou eu nunca mais vou me importar com absolutamente nada que você faça.

— O que eu fiz de errado para a mamãe me bater?! Por que a mamãe quer me bater?!

Arthur chorava e gritava, sentindo-se imensamente injustiçado.

— A mamãe não era assim! Me devolve a minha mamãe de antes! Me devolve! A mamãe nunca ia me bater! Buáááá!!

Aos prantos, Arthur exigia que Eduarda lhe devolvesse a mãe que ela costumava ser.

Eduarda sentiu uma ponta de frustração, mas as palavras de Arthur eram claramente inaceitáveis.

Ela abaixou a mão que segurava a régua e disse:

A babá argumentou:

— Mas, senhora, o Arthur é seu filho de sangue. O seu coração não dói ao vê-lo assim?

Eduarda olhou de relance para Arthur, com a mente cheia de pensamentos misturados.

— A compaixão deve ser dada a quem a merece. Amar cegamente e sem medir consequências só gera mais erros.

A babá ia dizer algo mais, mas Eduarda a interrompeu:

— Já chega. Façam o que eu mandei e não discutam.

Dito isso, Eduarda subiu as escadas e voltou para o seu quarto.

O humor de Arthur continuava péssimo. Quando os empregados trouxeram a comida, ele fez birra e se recusou a comer.

Ficar sem comer inevitavelmente faria com que sua taxa de açúcar caísse. Mesmo sentindo tontura, Arthur se recusava a se alimentar, permanecendo sentado de forma teimosa na sala de estar. Conforme sua energia se esgotava, seus lábios começaram a ficar pálidos.

A babá estava desesperada ao ver o estado do menino. Coincidentemente, naquele exato momento, um barulho veio da porta da frente. A babá olhou e correu até lá como se tivesse visto um anjo salvador.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Diamantes e Cicatrizes