Entrar Via

Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 600

Eduarda assentiu com a cabeça:

— O período em que vivi no exterior foi, sem dúvida, a fase mais tranquila da minha vida.

Ao pensar naquilo, ela não pôde deixar de lembrar de Franklin. Começou a se perguntar o que ele estaria fazendo agora e se estava descansando direito.

Mas também sabia que já não tinha mais o direito de se preocupar com a vida dele.

Se ainda fossem amigos, ela poderia fazer uma ligação para saber como ele estava ou até marcar um encontro. Porém, no ponto em que estavam, não havia mais nada que ela pudesse fazer.

Elisa olhou para ela e comentou:

— Embora eu não entenda muito sobre os seus problemas sentimentais, também consigo perceber que você não se importa mais tanto assim com o Cícero. Estou certa?

Eduarda respondeu sorrindo:

— Entre ele e eu, acredito que já não há mais possibilidade nenhuma.

Elisa pareceu sentir um pouco de pena:

— Mas o Cícero parece amar você profundamente. Sendo assim, você não cogitaria tentar aceitar esse amor? Para homens da posição dele, o amor é algo extremamente raro.

Eduarda riu suavemente:

— Acho que eu simplesmente não quero. Na época em que ainda não estávamos divorciados, ele não se apaixonou por mim. Agora, esse amor deixou de ser algo precioso e perdeu todo o sentido.

Observando a postura de Eduarda, Elisa pareceu compreender os seus pensamentos e não tomou o partido de ninguém.

— Tudo bem. Independentemente de qualquer coisa, espero que você encontre a felicidade. Mesmo que acabe decepcionando alguém, nunca traia a si mesma.

O conforto das palavras de Elisa foi muito bem-recebido por Eduarda. As duas conversaram mais um pouco e, em seguida, começaram a caminhar tranquilamente pelos arredores da área de esqui.

Campo de golfe.

O caddie já havia posicionado a bola no lugar e entregado os tacos para Cícero e Evandro. Os dois se revezaram nas tacadas.

Após dar a sua tacada, Evandro notou que a tacada de Cícero tinha sido visivelmente melhor, e o elogiou:

— Você ainda é mais habilidoso, Cícero. Eu já estou velho e sem o mesmo ritmo de antes, as mãos já não têm a mesma precisão e a bola não vai como antes.

Enquanto caminhavam na direção em que as bolas haviam parado, Cícero respondeu:

— O senhor é muito gentil. A habilidade do senhor sempre foi impecável, e isso é algo conhecido por todos no Grupo Machado. Só tive um pouco mais de sorte nessa tacada.

Cícero virou a cabeça para encará-lo, e o seu olhar tornou-se um pouco mais afiado:

— Talvez sim. Afinal de contas, eu já voltei a assumir o meu posto, e o fim dessas disputas não parece estar próximo.

Caminhando lado a lado com Evandro, Cícero apenas curvou os lábios em um leve sorriso ao observar aquele homem tão evasivo.

Evandro refletiu por um instante e perguntou:

— Então, Cícero, você veio me procurar por causa daquelas velhas brigas corporativas ou por algum outro motivo?

Cícero parou, com as mãos cruzadas para trás. A franja que caía sobre a sua testa balançou um pouco com a brisa enquanto ele estreitava levemente os olhos, observando o gramado verde ao longe.

— Eu sou como o senhor. Tudo o que faço é pela minha esposa e pelo meu filho. Eu quero garantir que eles tenham um futuro tranquilo.

A imagem do rosto de Eduarda e os desejos dela surgiram na mente de Cícero. Naquele momento, os desejos dela já tinham se tornado os dele.

Se ele pudesse fazer qualquer coisa que trouxesse alegria para Eduarda, já não importaria por quem ela estivesse lutando no final das contas.

Com a voz suave, ele sussurrou:

— Eu só desejo que ela seja feliz. Se um dia ela ainda puder sorrir ao meu lado, isso já bastaria.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Diamantes e Cicatrizes