A força que Arthur usou para segurar Wilmar não foi pouca, fazendo-o franzir a testa de dor.
Arthur continuava resmungando:
— Não abrace a minha mãe, eu não permito isso!
Wilmar ficou assustado com a reação daquele menino que era até um pouco mais baixo que ele, e soltou as mãos apressadamente.
Wilmar recuou alguns passos, encolhendo-se, e disse com timidez:
— Eu só estava com um pouco de saudade da Sra. Eduarda. Não posso nem dar um abraço?
Era evidente que Wilmar estava muito assustado com a hostilidade de Arthur.
Crianças pequenas não lidam bem com sustos.
Wilmar se escondeu atrás de Eduarda, segurando timidamente a roupa dela, com o rostinho abaixado, cheio de tristeza.
Ao ver a expressão de Wilmar, Eduarda percebeu que a criança estava assustada. Ele já era uma criança meio tímida por natureza, e ser repreendido aos gritos de repente por alguém certamente o deixaria com medo.
Eduarda protegeu Wilmar em seus braços e o consolou com delicadeza:
— Não tenha medo, Wilmar. Não tenha medo, Wilmar. Eu estou aqui. Vou te proteger.
Wilmar se encostou tristemente no abraço de Eduarda, soltando pequenos resmungos baixinhos.
Ao ver Wilmar sendo abraçado por Eduarda, Arthur ficou ainda mais furioso e tentou puxá-lo novamente.
— Eu já mandei você ficar longe da minha mãe! Ela é minha mãe! Sai daí!
Quando Arthur tentou esticar a mão novamente, Eduarda a segurou diretamente.
— Arthur, o que você está fazendo é errado. Isso é uma falta de educação. O Wilmar não fez nada de errado. Venha pedir desculpas ao Wilmar.
Ao ouvir isso, Arthur se sentiu ainda mais injustiçado do que Wilmar e gritou:
— Mamãe, por que a senhora está brigando comigo? Foi ele quem roubou a minha mãe primeiro! Por que eu tenho que pedir desculpas?
Originalmente, Arthur já estava se sentindo ofendido e incomodado. O fato de Eduarda não apenas não consolá-lo, mas ainda mandar que ele se desculpasse com outra criança, o deixou ainda mais triste.
Eduarda assumiu uma expressão severa, muito insatisfeita com as palavras de Arthur.
Ela disse:
— Arthur, a mamãe já te explicou que agir assim é falta de educação. O Wilmar só estava demonstrando carinho de forma amigável. Em que momento ele disse que queria tirar algo de você? Não invente coisas sobre a intenção dos outros. O erro foi seu. Peça desculpas ao Wilmar primeiro, ou a mamãe vai ficar muito zangada.
Eduarda sentiu-se um pouco constrangida e comentou:
— O Arthur está um pouco mimado. Por favor, não liguem para o que ele disse agora há pouco. Peço desculpas por ele a você e ao Wilmar.
Elisa abriu um sorriso gentil e disse:
— Imagina! São apenas coisas de criança, não precisa se preocupar. Está tudo bem, não precisa se desculpar comigo.
Eduarda retribuiu com um sorriso caloroso.
Evandro, que havia conversado rapidamente com Cícero, também se aproximou. Eles notaram a confusão entre as crianças.
Cícero foi o primeiro a perguntar:
— O que o Arthur disse? Você parece um pouco chateada.
Eduarda contou brevemente o que havia acontecido e o questionou:
— É assim que você está educando o Arthur? Já que o menino está com você, você deveria prestar mais atenção na educação dele.
Afinal, ela era a mãe da criança. Mesmo que já não sentisse mais nada por essa dupla de pai e filho, não queria ver seu filho se transformar em uma criança sem educação.

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