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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 594

Roupas nunca faltaram para Arthur. Na verdade, ele tinha acesso às peças exclusivas de edição limitada de qualquer grife que desejasse.

Isso não era uma questão de vida ou morte, então ela podia simplesmente não dar importância.

Ao ouvir a recusa, Arthur, claro, ficou decepcionado. Apertando as mãozinhas nervosamente, ele murmurou:

— Será que a mamãe não gosta mais de mim? Antes, a mamãe costumava fazer as minhas roupas...

Eduarda pausou por um instante. Até ele sabia que isso era no passado.

— O passado não é igual ao presente, entende, Arthur? — disse Eduarda. — Se você não quiser as peças feitas pelos profissionais daqui, pode pedir para a sua tia Weleska. Ela ainda deve estar na casa e, com certeza, adoraria fazer isso para você.

Quando ouviu Eduarda mencionar Weleska, Arthur entrou em pânico. Apressou-se a agarrar a mão dela novamente e disse, desesperado:

— Mamãe, não fique brava comigo! Eu quero, sim! Eu quero que o pessoal da mamãe faça as roupas pra mim! Não preciso mais das roupas da tia Weleska, nem agora, nem nunca mais!

Temendo que Eduarda ficasse chateada com ele por causa disso, Arthur ficou andando de um lado para o outro ao redor da mãe por um bom tempo, chegando a puxar Cícero para ajudá-lo.

— Papai, conta pra mamãe! Já faz muito tempo que eu não peço pra tia Weleska fazer as minhas roupas, não é verdade?

Cícero confirmou com a cabeça e, enquanto afagava os cabelos do garoto que não parava quieto, explicou a Eduarda:

— Eduarda, acredite no nosso filho. Ultimamente, ele tem se comportado muito bem. Já não é mais o mesmo de antes.

Ao dizer essas palavras, Cícero não prestou atenção à expressão de Eduarda.

Foi só quando Eduarda se virou que ele notou que ela não parecia nada satisfeita.

— Vocês dois entram no meu quarto, tiram a minha concentração e, ainda por cima, querem que eu seja compreensiva com vocês. Se não me engano, é essa a ideia, não é?

As palavras de Eduarda pegaram tanto Cícero quanto Arthur de surpresa. Nenhum dos dois esperava uma resposta tão ríspida e insensível.

Cícero deu um sorriso constrangido:

— Não é nada disso. Você interpretou mal.

Eduarda ergueu a cabeça e o fuzilou com o olhar:

— Então, qual é a sua intenção?

Ela não deixou nenhuma brecha para Cícero argumentar. Sabendo que qualquer coisa que dissesse só pioraria a situação, ele preferiu ficar em silêncio.

Arthur também não teve coragem de abrir a boca. Ele nunca tinha visto a mãe agir daquele jeito; parecia que ela havia se tornado uma pessoa completamente diferente.

Arthur segurou a mão de Cícero e disse de forma compreensiva:

— Papai, acho melhor a gente sair agora. A mamãe tem muito trabalho. Quando ela terminar, a gente volta a conversar.

Cícero rapidamente concordou. Segurando a mão de Arthur, os dois deixaram o quarto de Eduarda.

Eduarda soltou um suspiro de exaustão, esfregando as têmporas para aliviar o cansaço mental.

Do lado de fora do quarto, o rostinho de Arthur transparecia frustração e tristeza por ter de sair. Vendo isso, Cícero afagou a bochecha do filho para consolá-lo.

— A mamãe ultimamente não está se sentindo muito bem, nem física nem emocionalmente, e além disso está sobrecarregada com o trabalho. Nós dois precisamos cuidar dela direitinho, combinado?

Arthur encheu as bochechas, fechou as mãozinhas em punho e exclamou:

Aquela resposta de Arthur a deixou totalmente sem palavras.

Ela lançou um olhar suplicante para Cícero, na esperança de encontrar um pouco de compaixão.

Porém, Cícero nem sequer prestou atenção nela; seus olhos estavam fixos na tela do celular.

Weleska tentou se aproximar. Assim que Cícero percebeu, bloqueou a tela do celular rapidamente e o virou para baixo, impedindo que ela visse o conteúdo.

Depois de tantas rejeições seguidas, Weleska se sentiu profundamente ferida no orgulho.

Mas, ao pensar que sair dali sem conseguir nada seria o mesmo que dar a vitória a Eduarda, decidiu persistir.

Ela engoliu seco e agiu como se nada tivesse acontecido, falando com tom descontraído:

— Cícero, será que eu poderia passar a noite na mansão hoje? Tenho uma reunião com um cliente amanhã de manhã por aqui perto, assim ficaria muito mais prático para mim.

Cícero refletiu por um segundo e chamou o administrador da casa.

— Peça para alguém reservar um quarto de hotel de boa qualidade aqui nas redondezas. Depois, garanta que Weleska seja levada até lá para passar a noite.

Em seguida, virou-se para Weleska e declarou:

— Weleska, não acho apropriado que você durma aqui na mansão. É melhor ficar em um hotel.

Weleska ficou boquiaberta. A atitude de Cícero havia sido tão fria e pragmática que estava mais do que óbvio que ele não cederia em nada.

— É por causa da Eduarda que você está me mandando para um hotel? Cícero, você se esqueceu de que eu tenho pavor de ficar sozinha em um quarto de hotel? Como tem coragem de me deixar ir para lá sozinha?

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