O menino se aproximou, e Elisa fez as apresentações:
— Wilmar, esta é a dona Eduarda. Eduarda, este é meu filho, Wilmar.
Wilmar era um pouco tímido e introvertido. Embora fosse muito grato a Eduarda em seu íntimo, estava com vergonha de estender a mão.
Eduarda compreendia perfeitamente o coração das crianças, então estendeu os braços pedindo um abraço. O rosto de Wilmar se abriu em um sorriso, e ele correu para abraçá-la pelo pescoço.
Eduarda segurou o menino nos braços e elogiou o quanto ele era fofo.
Wilmar deu uma risadinha e disse:
— Obrigado pelo elogio, dona Eduarda, e muito obrigado por ter me ajudado no parque hoje. A senhora é uma pessoa muito boa.
Ser elogiada por uma criança era algo encantador, e Eduarda, naturalmente, ficou muito feliz.
Eduarda sentou-se no sofá para brincar com Wilmar, enquanto Elisa conversava animadamente ao lado deles.
Observando as mulheres e a criança no sofá, o olhar de Evandro tornou-se visivelmente terno e amoroso. Sem conseguir se conter, comentou com Cícero:
— Hoje foi graças a você e à Eduarda. A Elisa é muito assustada, não soube como reagir diante do imprevisto com o Wilmar.
Cícero acompanhou o raciocínio e respondeu:
— O mérito é todo da Eduarda, eu não fiz praticamente nada.
Evandro desabafou emocionado:
— Na minha idade, ter o Wilmar como filho é a maior bênção da minha vida. Eu o protejo como o tesouro mais valioso. Se algo realmente tivesse acontecido a ele, minha vida não teria mais sentido nenhum.
Cícero virou o rosto para encarar Evandro; os cantos dos olhos marcados por rugas transpareciam uma profunda satisfação e alegria ao observarem Wilmar e Elisa.
Cícero compreendeu na hora que a verdadeira prioridade de Evandro agora era sua jovem esposa e seu filho pequeno.
Cícero comentou suavemente:
— O senhor se importa muito com Elisa e Wilmar, não é?
Evandro assentiu:
— Com certeza. Talvez você ainda não entenda tudo o que eu digo agora, mas, quando chegar à minha idade, perceberá que dinheiro e poder não chegam aos pés do conforto de ter a esposa e o filho reunidos em um lar aconchegante. Na vida, precisamos ter um porto seguro.
Aquelas palavras de Evandro ressoaram profundamente em Cícero.
Ele virou-se para olhar Eduarda. Ela exibia um sorriso sincero enquanto brincava com Wilmar, e naquele momento, ela transmitia uma ternura quase maternal.
Cícero se pegou pensando, contra a própria vontade: há quanto tempo Eduarda não brincava daquela forma com o Arthur?
Ao refletir, percebeu que isso havia acontecido antes que todo aquele caos começasse, antes de se divorciarem e antes de Weleska retornar ao país.
Ao ouvir isso, Evandro disse:
— Isso é uma ótima notícia, Cícero. Você deve dar mais valor àquela que está ao seu lado.
Cícero confirmou com a cabeça.
Evandro instruiu a cozinha a preparar o almoço para Cícero e Eduarda. Como Eduarda estava imersa nas brincadeiras animadas com Wilmar, os dois aceitaram o convite para a refeição.
Quando chegou a hora de ir embora, Wilmar estava relutante em se separar de Eduarda.
Ele se aproximou, segurou a mão dela e disse:
— Dona Eduarda, posso ir visitá-la da próxima vez para brincarmos? Eu também gostaria de fazer amizade e brincar com o seu filho.
Eduarda sorriu e respondeu:
— Claro que sim, Wilmar. Pode ir quando quiser, você será muito bem-vindo.
Wilmar ficou radiante ao ouvir isso, com um grande sorriso no rosto. Quando Eduarda partiu, ele ficou no portão da casa, acenando até ela desaparecer de vista.
Somente após as silhuetas de Cícero e Eduarda sumirem completamente, Wilmar decidiu voltar para dentro.
Enquanto caminhavam em direção ao estacionamento do condomínio, Cícero finalmente quebrou o silêncio.

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