Assim que desceu do carro, Eduarda viu um aglomerado de pessoas ao redor de um banco de praça ao longe.
Normalmente, ela não se interessava por esse tipo de tumulto, mas por algum motivo, sentiu vontade de dar uma olhada.
Quando Cícero levantou os olhos, Eduarda já estava caminhando em direção à multidão.
No banco, no centro do grupo, havia um menino com dificuldade para respirar, acompanhado por uma mulher com o rosto em pânico.
A mulher não parava de gritar em desespero:
— Quanto tempo falta para a ambulância?! Por favor, alguém ajude o meu filho!
A mulher não parava de chorar, obviamente aterrorizada com o estado da criança, sem saber o que fazer.
As pessoas ao redor apenas assistiam, com medo de intervir. O menino estava tão rígido que parecia prestes a desmaiar a qualquer momento.
Eduarda abriu caminho entre as pessoas, aproximou-se e agachou-se.
Ao ver Eduarda, a mulher perguntou em meio às lágrimas:
— Você é médica? Pode salvar meu filho, por favor? Eu imploro!
Eduarda ficou de joelhos ao lado do banco, observando as condições do pequeno.
Eduarda analisou os sintomas com calma para entender o que a criança tinha:
— Respiração ofegante, dormência no corpo, membros rígidos...
De repente, ela virou a cabeça e olhou para os presentes; alguém carregava sacolas com compras e frutas.
Eduarda disse para a pessoa:
— Por favor, pode me emprestar essa sacola que está na sua mão?
O pedestre respondeu assustado:
— A-ah, sim, claro, tome.
O pedestre rapidamente esvaziou as frutas e entregou a sacola para Eduarda.
Eduarda olhou para a mãe em prantos:
— Confie em mim, está bem?
A mulher assentiu.
Eduarda pegou a sacola imediatamente e cobriu a boca e o nariz do menino.
— Não foi nada. A ambulância chegou, leve ele ao hospital para exames.
Eduarda levantou-se, avistou Cícero no meio da multidão e caminhou na direção dele.
Ela disse a Cícero:
— Vamos embora.
As pessoas pareceram se afastar sozinhas, abrindo um caminho por onde apenas Cícero e Eduarda passavam.
Os dois viraram as costas e caminharam lado a lado, afastando-se lentamente. Os dois se afastaram lado a lado, em silêncio.
Cícero olhou para ela e não pôde deixar de comentar:
— Eu não imaginava que a minha esposa fosse tão incrível, a ponto de lidar tão bem com uma emergência dessas.
Eduarda apenas o olhou de canto de olho e respondeu com voz fria:
— Ainda há muitas coisas que você não sabe. Você realmente acha que me conhece?
Cícero deu um sorriso gentil, seus olhos repletos de pura admiração:
— Sim, a minha esposa é um tesouro, e eu vou valorizá-la como ela merece.

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