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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 578

Eduarda não estava dando muita importância a isso, mas como Cícero continuava olhando para ela, não teve escolha a não ser concordar com um aceno:

— Que seja, qual a importância disso? O que isso tem a ver comigo?

A simples pergunta retórica de Eduarda foi o suficiente para desmoronar todas as defesas emocionais de Cícero.

Fosse verdade ou não, desde que estivesse relacionado a ele, Eduarda simplesmente não se importava.

Essa percepção surgiu de forma extremamente clara na mente de Cícero.

Cícero achou melhor não prolongar aquele assunto desagradável e apenas disse:

— Vamos comer. Arthur, você não marcou uma aula com o instrutor de tênis hoje? Não se atrase. Mais tarde, Damiano vai levá-lo.

Arthur concordou:

— Hum, vamos comer, papai e mamãe!

Arthur ainda não conseguia compreender a complexidade entre os dois, então comeu sozinho e, após pegar suas coisas, saiu com Damiano.

Apenas Eduarda e Cícero ficaram na casa.

Hoje era sábado, dia de descanso, não havia trabalho a tratar, e Eduarda ainda não tinha planos para o dia.

Cícero parecia estar na mesma situação. Eduarda notou que ele sequer vestiu seu habitual terno de três peças.

Cícero se aproximou e perguntou:

— Quer sair para dar uma volta? Aproveitamos para resolver alguns assuntos de negócios.

A princípio, Eduarda não queria sair com ele, mas ao ouvir "assuntos de negócios", hesitou e perguntou:

— Que assuntos de negócios?

Seu foco era exclusivamente o trabalho; ela não tinha a menor intenção de sair apenas para passear com ele.

Cícero deu um sorriso sem graça e continuou:

— Lembra que te falei sobre aquela pessoa que se afastou do tio Roberto? Podemos tentar entrar em contato com ele.

Eduarda assentiu:

— Está bem, espere eu trocar de roupa.

Cícero também subiu para se trocar.

Não demorou muito e ambos desceram. Pareciam até um casal saindo para aproveitar o fim de semana.

Eduarda bufou friamente:

— Aquela não é mais minha casa. Eu não tenho mais família.

Eduarda se lembrava muito bem que havia cortado relações com Teresa e Givaldo Barbosa. De qualquer forma, eles nunca a trataram como filha ou irmã. Haviam se aproveitado dela como parasitas durante anos e retribuído com total ingratidão. Ela já não se importava mais com aqueles parentes que agiam como inimigos.

Ouvindo-a dizer isso, Cícero lembrou-se do que Zenilda havia dito.

Eduarda havia sofrido muito desde a infância, sem nunca receber amor ou carinho.

Cícero perguntou enquanto dirigia:

— Sua mãe e seu irmão, Teresa e Givaldo Barbosa, sempre te trataram assim?

Eduarda respondeu com indiferença:

— Sim. Por que o interesse nisso?

Quando pararam no sinal vermelho, Cícero virou-se, olhou para ela com seriedade e assentiu:

— Eu quero saber.

A viagem estava um tédio, e como Eduarda não se importava muito, resolveu conversar já que ele queria ouvir.

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