Na manhã seguinte, Eduarda acordou bem cedo, fez sua higiene pessoal e desceu para tomar o café da manhã.
A mesma funcionária da cozinha do dia anterior serviu o café da manhã de Eduarda:
— Senhora, por favor, sirva-se.
Eduarda respondeu com um sorriso caloroso:
— Obrigada.
Eduarda tomou alguns goles lentos de suco natural espremido na hora, antes de começar a comer o delicado café da manhã aos poucos.
A funcionária percebeu que Eduarda parecia um pouco distraída, então tentou puxar assunto para criar proximidade.
A funcionária perguntou:
— Senhora, o sabor do café da manhã está do seu agrado?
Eduarda respondeu sorrindo:
— Está bom.
A funcionária bateu palmas levemente e disse:
— Que bom! Isso foi um pedido especial do senhor. Do mesmo jeito que a senhora pensa no bem-estar dele, o senhor também se preocupa com a senhora. Foi ele quem pediu tudo isso.
Eduarda baixou os olhos para a refeição à sua frente, entendendo por que algumas coisas estavam diferentes do habitual.
Era por causa de Cícero.
Hã...
Eduarda não pensou muito a respeito, nem disse mais nada à funcionária, apenas continuou a comer.
Arthur tinha acabado de acordar naquele momento e desceu as escadas também se preparando para comer. Ao ver que Eduarda estava ali, caminhou até ela com muita alegria.
O rostinho de Arthur estava cheio de sorrisos, muito adorável:
— Bom dia, mamãe!
Eduarda acariciou o rosto dele:
— Bom dia, Arthur. Vamos comer.
Eduarda pediu à funcionária que trouxesse uma porção para Arthur, e ele sentou-se à mesa, esperando em silêncio.
Arthur inclinou a cabeça, olhou para ela e perguntou num sussurro misterioso:
— Mamãe, eu vi uma coisa ontem à noite.
Arthur levantou o rosto sorridente e insistiu:
— Não vi, não! Eu vi muito bem. O papai estava super feliz, eu quase nunca vi ele tão contente assim.
Enquanto Arthur falava, sentiu alguém bagunçar o topo de sua cabeça. Ao se virar, viu Cícero de pé atrás dele, aproximando-se.
Cícero perguntou em um tom suave:
— Sobre o que estão falando com tanta alegria?
Cícero deu a volta na mesa e sentou-se de frente para Eduarda.
Eduarda olhou para ele; ele devia ter acabado de voltar do exercício matinal, tomado banho e colocado roupas confortáveis em tons pastéis, parecendo muito mais casual e relaxado que o normal.
Arthur falou animado:
— Papai! Eu estava dizendo agora mesmo que você parecia muito feliz quando saiu do quarto da mamãe ontem, mas ela não quis acreditar! Ajuda a provar que é verdade, papai.
Cícero olhou para o filho, depois para Eduarda, e finalmente respondeu:
— O que o Arthur disse é verdade.
Essa frase foi direcionada a Eduarda.

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