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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 576

Cícero parecia estar de muito bom humor, com um leve sorriso no rosto:

— Prepare do jeito que a minha esposa gosta, e separe uma porção para ela também, para quando eu terminar o meu banho.

A funcionária respondeu:

— Sim, senhor.

Após a resposta, ela voltou para a cozinha e o chef imediatamente ajustou a receita, preparando o caldo reconfortante de acordo com o gosto diário de Eduarda.

Após o banho, Cícero subiu as escadas segurando pessoalmente duas tigelas de caldo e bateu na porta do quarto de Eduarda.

A voz de Eduarda soou de dentro do quarto:

— Pode entrar.

Eduarda achou que fosse a equipe da limpeza entrando para organizar o banheiro, e não esperava que fosse Cícero entrando com uma bandeja.

Naquele momento, Eduarda lia um livro na varanda, sentada numa cadeira de balanço.

Cícero se aproximou e colocou a tigela na pequena mesa de vidro ao lado dela:

— Um caldo recém-feito para a ceia, coma um pouco.

Eduarda olhou para a comida e imediatamente entendeu o que estava acontecendo.

Eduarda disse:

— Não entenda mal, não quero que você adoeça por minha causa e eu acabe levando a culpa.

Os lábios de Cícero se curvaram levemente em um sorriso:

— Você está se preocupando comigo, não é?

Eduarda olhou para ele de forma um pouco estranha:

— Uma tigela de caldo não significa muita preocupação. Se eu realmente me importasse, teria cozinhado pessoalmente, mas apenas pedi para outra pessoa fazer. Por favor, não pense demais nisso.

Cícero apenas sorriu e assentiu, sem refutar as palavras de Eduarda.

Ele segurou sua própria tigela, sentou-se ao lado de Eduarda e começou a comer devagar, em silêncio.

À medida que o caldo quente descia, Cícero não apenas sentiu o corpo aquecer, mas seu coração também pareceu se encher de calor.

Eduarda, por outro lado, não tocou na sua tigela; não estava com fome e não tinha vontade de fazer companhia a Cícero durante a refeição.

A maneira como Cícero comia era muito silenciosa e não era nada desagradável, pelo contrário, seus gestos eram naturalmente elegantes.

Eduarda parou de prestar atenção nele e continuou lendo seu livro. Conforme lia, o sono começou a bater.

Quando Cícero pousou a tigela e se virou novamente, o livro nas mãos de Eduarda já havia caído para o lado, e ela estava com a cabeça inclinada na cadeira de balanço, de olhos fechados.

Cícero olhou para ela, sentindo o peito se aquecer naquele instante.

Cícero o encorajou:

— Não faz mal, você trabalha comigo há muito tempo, não vou culpá-lo. Pode falar.

O mordomo ficou um pouco constrangido, mas acabou dizendo:

— Acho que o senhor não entendia os próprios sentimentos no passado e, bem, não a tratava muito bem. — Na verdade, poderia ser descrito como muito mal.

Cícero deu um sorriso de autodepreciação.

A atitude que ele tinha com Eduarda antes era algo que as pessoas ao redor viam com muita clareza.

A frieza que ele estava sofrendo hoje não era mais do que uma pequena fração do tratamento gélido que ele havia dado a Eduarda no passado.

Pensando nisso, Cícero começou a sentir o coração doer pela Eduarda do passado mais uma vez.

Ela tinha sido corajosa a ponto de entregar todo o seu amor na tentativa de aquecê-lo, e ele nunca tinha dado valor a isso, muito pelo contrário, havia a machucado de forma impiedosa.

Ele merecia totalmente ser tratado com tanta frieza por Eduarda hoje.

Cícero olhou para a porta fechada do quarto e seu olhar permaneceu profundo por um longo tempo.

Depois de um bom tempo, ele finalmente disse:

— De agora em diante, vou passar o resto da minha vida tentando compensá-la.

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