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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 574

Em relação ao amor, Eduarda já não queria pensar em outras possibilidades.

Ela apenas esperava que Franklin pudesse encontrar alguém que realmente merecesse a sua dedicação e com quem ele pudesse passar o resto de sua vida. Ela só desejava, de coração, que ele fosse feliz.

O sorriso sutil no rosto de Eduarda era muito bonito, e Zenilda também sorriu ao acompanhá-la.

— Bom, agora que já falamos sobre isso, o que você planeja fazer com esse rapaz lá fora? Essa situação entre vocês é apenas temporária. Quando vocês dois derrubarem o Roberto e não houver mais nenhuma ameaça à família Nogueira, o que você vai fazer?

Desta vez, Zenilda não perguntou com um julgamento pessoal. Ao saber que a memória de Eduarda havia sido afetada, ela mesma não desejava tanto que Eduarda se lembrasse de experiências tão desagradáveis.

Sem aquelas lembranças dolorosas, talvez ela pudesse voltar a ser a Eduarda intensa e direta de antes.

Mas Zenilda não conseguia prever com precisão os sentimentos profundos no coração das pessoas. Ela não podia determinar a força daquele amor instintivo oculto em Eduarda, afinal, a antiga Eduarda havia sido muito obcecada por Cícero.

Enquanto Eduarda adicionava os temperos à panela, ela olhou para Cícero, que estava sentado lá fora, esperando em silêncio. Ele não parecia nem um pouco impaciente com aquela espera monótona; pelo contrário, parecia até desfrutar um pouco daquele momento.

Eduarda o observou por um instante e, em seguida, respondeu:

— Quando tudo acabar, é claro que vou me separar dele.

Eduarda se virou para encarar Zenilda, e sua expressão tornou-se muito séria:

— Separação é separação. Eu não vou incomodar o Franklin e, naturalmente, também não vou voltar atrás e ficar com o Cícero. Não quero mais viver um relacionamento assim. Isso já não faz sentido para mim.

Ela murmurou em um tom baixo:

— No meu coração, nunca houve sequer um momento em que eu pensasse em reatar com ele. Nem por um instante.

Zenilda escutou, pensou um pouco a respeito e apoiou sua decisão.

— Muito bem, Eduarda. O passado já ficou para trás. Fico muito feliz em ver que você está seguindo em frente. Seus caminhos no futuro com certeza serão cada vez melhores.

Eduarda sorriu levemente:

— Tomara que sim. Mas quem é que pode prever o futuro?

No momento, ela não queria impor limites ao próprio futuro e nem fazer tantas suposições. Para ela, viver bem cada dia do presente se tornara a coisa mais importante.

Zenilda não tocou mais no assunto. Durante a tarde, ela levou Eduarda até a sala de design, onde conversaram bastante sobre assuntos profissionais. Só quando o céu começou a escurecer e estimaram que o caldo, que havia fervido a tarde toda, estava pronto, as duas se preparam para jantar.

Inesperadamente, quando saíram, notaram que Cícero ainda estava aguardando na sala de estar.

Cícero respondeu prontamente:

— Não comi o dia todo, estou com um pouco de fome.

Eduarda soltou um breve "ah" e disse num tom indiferente:

— Então volte para comer e não fique mais esperando. Mais tarde, eu pego um táxi para ir embora sozinha.

As palavras de Eduarda caíram sobre Cícero como um banho de água fria, apagando toda a expectativa ardente que havia acabado de nascer em seu coração.

Ela não tinha a menor intenção de convidá-lo para a refeição, absolutamente nenhuma.

— Não — Cícero balançou a cabeça. — Vou esperar para irmos juntos. Está muito tarde, não ficaria tranquilo se você fosse sozinha.

Eduarda pensou que viviam em uma sociedade sob as leis e que ela era uma adulta; não havia motivo algum para tamanha preocupação. Mas, ao ver o estado de Cícero, preferiu não falar nada sobre isso.

— Faça como quiser. Se quer esperar, então espere — Eduarda encerrou a conversa, lavou as mãos e foi em direção à sala de jantar.

De uma certa distância, Cícero observava as duas desfrutando de um jantar aconchegante, que parecia mais uma refeição entre mãe e filha. Aos poucos, a insatisfação e o ciúme em seu coração foram se dissipando.

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