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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 573

Quando Cícero retornou ao Vivendas do Parque, Eduarda estava no jardim regando as plantas junto com Zenilda.

Vendo Eduarda conversando sobre algo com sua professora, ela exibia um sorriso puro e inocente no rosto.

Sob a luz do sol, entre as flores do jardim, Eduarda parecia especialmente leve e bonita.

Cícero pareceu hipnotizado e caminhou passo a passo na direção de Eduarda.

Zenilda foi a primeira a notar a chegada de Cícero, e sua expressão rapidamente se tornou de evidente desgosto.

Eduarda também percebeu, recordando as palavras que o administrador da casa acabara de lhe transmitir.

Antes de sair, Cícero ainda se mostrara relutante e preocupado com ela. Não se sabia o que ele havia ido fazer, mas já estava de volta em tão pouco tempo.

Eduarda não se importou muito com ele e continuou conversando com Zenilda.

Zenilda olhou a hora e sugeriu:

— O caldo especial de frango já deve estar pronto. Vamos entrar.

— Claro, vamos — respondeu Eduarda, e então segurou o braço de Zenilda enquanto voltavam juntas para o interior da casa.

As duas viraram as costas e foram embora, como se não se importassem nem um pouco com a presença de Cícero.

Cícero abaixou a cabeça e sorriu levemente, era impossível não perceber o quanto ele estava sendo ignorado..

Sem dizer uma palavra, Cícero seguiu as duas em silêncio e entrou na mansão.

Zenilda, ao perceber que Cícero havia sido tão escanteado e, mesmo assim, não demonstrava o menor sinal de irritação, acabou mudando um pouco sua opinião a respeito dele.

Zenilda e Eduarda entraram na cozinha, onde o vapor quente da cozinha deixava o ambiente especialmente acolhedor.

Zenilda se aproximou e levantou a tampa da panela. O aroma do caldo nutritivo de frango invadiu o ar instantaneamente, e o coração de Eduarda se encheu de um calor indescritível ao sentir aquele cheiro reconfortante.

Eduarda pegou uma concha e começou a mexer o caldo. Zenilda a observou com carinho e ajeitou as mechas de cabelo soltas atrás da orelha da aluna.

— Eduarda, eu ainda não te perguntei, o que está acontecendo entre você e ele? — Zenilda indicou com a cabeça a direção de Cícero, virando-se para perguntar.

Eduarda pensou nos motivos que os levaram a essa situação atual, e uma dor sutil ressurgiu em seu coração.

Zenilda pareceu notar sua aflição:

— O que realmente aconteceu? A professora pode te ajudar de alguma forma?

— A senhora quer dizer que, na verdade, ele sabia muito bem do que eu estava falando, mas ainda assim escolheu me compreender e, por isso, me deixou ir?

Zenilda assentiu:

— Eduarda, essa é apenas uma outra forma de amar. Algumas pessoas podem buscar ativamente o que querem por amor, enquanto outras decidem abrir mão e apoiar a outra pessoa em nome do amor. Não há certo ou errado nisso, são apenas maneiras diferentes de amar. Portanto, as escolhas que você fez não importam tanto assim; no fundo, tudo partiu do amor, e isso basta..

Eduarda pensou naquelas palavras por um longo tempo, e seus olhos finalmente ganharam um novo brilho enquanto ela balançava a cabeça em concordância.

— Obrigada, professora. Conversar com a senhora sempre faz o meu coração se sentir mais leve.

Zenilda sorriu com satisfação:

— Fico feliz que você consiga entender por si mesma. E, mesmo que não entenda tudo agora, o tempo vai mudando as coisas lentamente. Não precisa ter pressa.

Eduarda abriu um sorriso suave.

A Professora Zenilda tinha razão. Já que a situação com a família Nogueira exigiria algum sacrifício, independentemente de como fosse tratada, minimizar os danos era talvez a melhor alternativa.

Se todos os caminhos tinham espinhos, tudo se resumia à escolha de como trilhá-los.

Saber que a família Nogueira e Franklin estavam sãos e salvos já era algo maravilhoso para Eduarda.

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