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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 567

Lágrimas de emoção já escorriam pelos cantos dos olhos de Eduarda. Ela as limpou discretamente, antes de erguer o rosto com um sorriso para olhar para Zenilda, abraçando aquela que, para ela, era uma verdadeira mãe.

Ao olhá-la, os olhos de Zenilda também ficaram um pouco vermelhos.

Eduarda assentiu com a cabeça e disse:

— Eu quero comer uma boa canja de galinha caseira. Hoje vou me acomodar aqui e esperar pelo jantar!

Zenilda se divertiu com ela.

A professora disse com um sorriso amável:

— Você, hein? Desde criança sempre amou esse prato. Fique tranquila, vai ser sem aquele excesso de temperos que você não gosta, certo? Vou pedir para prepararem logo. Além disso, a minha casa é a sua casa. É natural que você queira ficar aqui o tempo que desejar.

Zenilda também abriu um sorriso, olhando para Eduarda com carinho, quando de repente percebeu um detalhe.

Ela perguntou:

— Onde você tem morado desde que voltou ao país? Está morando com o jovem Franklin, ou no seu antigo apartamento?

Ao mencionar isso, Eduarda hesitou por um momento e olhou na direção de Cícero.

Cícero permanecia de pé ao lado, observando a interação entre as duas, que pareciam mãe e filha verdadeiras. Ele nada dizia, mas o seu coração estava uma mistura confusa de sentimentos.

Ver Eduarda sendo tratada com tanto carinho era algo que ele ficava feliz em presenciar.

Porém, ao lembrar que a longa separação das duas havia sido causada por ele no passado, sentia uma imensa amargura no coração.

Quanto ele afinal devia a Eduarda? Contando cuidadosamente, o que ele sabia e o que não sabia, eram coisas demais.

Só então Zenilda notou que havia outra pessoa além de Eduarda na sala, e essa pessoa naturalmente era Cícero.

A expressão de Zenilda transbordou fúria instantaneamente.

Zenilda perguntou olhando para Cícero e depois para Eduarda:

— O que ele faz aqui?

A professora parou de falar, esperando a resposta:

— Vocês dois...

Eduarda respondeu com absoluta firmeza:

— Não, nós não temos intenção de reatar. Estamos juntos agora por algumas circunstâncias inevitáveis, mas não vamos voltar.

Ela continuou, afirmando com convicção:

— Eu lhe prometi, não vou olhar para trás novamente. Não quebrarei a minha promessa.

Ouvindo Eduarda falar assim, Zenilda sentiu-se aliviada e disse:

— Que bom, você não pode cometer nenhuma tolice, criança.

Eduarda assentiu solenemente e reafirmou:

Eduarda tinha refletido muito nos últimos dias.

Provavelmente não existe nada perfeito neste mundo. Ter alcançado, ter sido feliz um dia, talvez já fosse uma bênção. Ela não podia exigir muito. Talvez o destino só tivesse permitido que ela e Franklin caminhassem juntos por uma parte do caminho e, em seguida, teriam de seguir direções opostas.

Quanto à dor no coração de ambos, talvez desaparecesse gradualmente aos poucos com o tempo. Eduarda também não sabia como seria o futuro.

Sendo mais velha, Zenilda naturalmente compreendia melhor a impotência nas palavras de Eduarda.

Ela confortou a aluna:

— Está bem. Mas não desanime. Às vezes, as coisas tomam um novo rumo no ponto seguinte do tempo. Por agora, concentre-se em viver bem e cuidar de si mesma. O futuro guarda muitas possibilidades. Acredito que aquele rapaz também deseja que você viva feliz.

Eduarda se lembrou das últimas recomendações de Franklin a ela, que eram exatamente as mesmas palavras da professora Zenilda.

Eduarda respondeu com gratidão:

— Eu vou, sim. Eu cuidarei de mim por essas pessoas que me amam.

O humor de Eduarda melhorou muito. Ela se levantou e disse:

— Vou mostrar à professora os meus dotes. Eu aprendi receitas novas no exterior e farei para que a senhora experimente.

Zenilda concordou:

— Ótimo, vá na frente, eu vou retornar uma ligação.

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