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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 550

Agora, ao observar o semblante de Eduarda, Adilson sentia uma leve preocupação no fundo do coração.

No entanto, Eduarda não demonstrava nada de estranho. Mesmo quando os olhares dos dois se cruzavam de vez em quando, não havia sinal de reação fora do normal. Diante disso, Adilson preferiu deixar tudo em paz e não pressioná-la de forma alguma.

Ao meio-dia, depois de almoçarem na Praia Dourada, Cícero e Eduarda levaram Arthur de volta para o Praia Dourada Residence.

A essa altura, Weleska já tinha ido embora, e a mansão havia recuperado a tranquilidade de sempre.

Não ter aquela presença irritante por perto agradava muito a Eduarda. Ela detestava encontrar Weleska, não por causa do papel de amante, mas simplesmente porque a mulher era insuportável e vivia tentando provocá-la.

Pensando nisso, Eduarda se virou para Cícero e disparou:

— Da próxima vez, trate de controlar a sua amante. Esconda bem essa mulher ou arrume uma cobertura para mantê-la longe daqui. Eu realmente não tenho a menor vontade de ver a cara dela. Isso acaba com o meu humor.

Ao ouvir aquilo, Cícero sentiu o rosto queimar de vergonha, como se tivesse levado um tapa.

— Eduarda, as coisas não são como você imagina. A Weleska...

Antes que ele terminasse, Eduarda o interrompeu de novo.

— Chega. Eu não quero saber o que acontece entre vocês dois. Faça o que quiser, desde que isso não interfira na minha vida.

Depois de dizer isso, subiu as escadas e voltou direto para o quarto. O som da porta batendo nem foi tão alto, mas ainda assim ecoou no peito de Cícero.

Ele teve o impulso de subir atrás dela e dizer alguma coisa, mas acabou perdendo a coragem de incomodá-la.

Já no quarto, Eduarda tomou um banho quente, lavando de si o cansaço e a maquiagem. Ao ver o próprio rosto limpo refletido no espelho, percebeu de repente o quanto havia emagrecido.

Provavelmente era pela ausência de Franklin ao seu lado, preparando para ela aquelas refeições nutritivas e caldos reconfortantes. Isso, somado ao mau humor constante, fazia com que ela não conseguisse comer direito havia muito tempo.

A lembrança de Franklin apertou seu coração; ela não conseguia parar de se preocupar com ele.

Depois de tudo o que havia acontecido naquele dia, não fazia ideia do que se passava na cabeça dele.

Eduarda nem precisava pensar muito para saber que, aos olhos de Franklin, tinha sido Cícero quem a forçara e a levara embora.

A voz dele veio carregada de calor e de uma urgência palpável.

— Eduarda, como você está? Está tudo bem? O Cícero te machucou ou te obrigou a alguma coisa?

Segurando o celular, Eduarda abriu e fechou os lábios várias vezes, sem conseguir emitir som algum.

Depois de um longo instante, forçou as palavras a saírem:

— Não. Ele não me obrigou a nada.

Dessa vez, foi Franklin quem mergulhou num silêncio repentino. Parecia não ter esperado ouvir aquilo; a resposta o pegou completamente de surpresa.

— Eduarda, o que aconteceu com você? Tem alguma coisa que estão obrigando você a esconder? — perguntou Franklin.

Eduarda sentiu uma profunda surpresa, mas ao mesmo tempo entendeu perfeitamente por que ele tinha feito aquela pergunta.

Franklin a conhecia bem demais. Tão bem que, só pelo tom da voz dela, já era capaz de perceber que alguma coisa estava muito errada.

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