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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 543

Agora, Cícero vivia com medo de qualquer imprevisto. Não queria que Eduarda passasse por situação alguma de perigo.

O médico da mansão logo apareceu com os equipamentos e fez um check-up preliminar em Weleska.

— A condição física da Sra. Castilho não apresenta nenhum problema. Provavelmente é apenas cansaço — disse o Dr. Braga, enquanto guardava os instrumentos.

Ao falar, lançou um olhar para Weleska, sem expor demais o que pensava.

Ela continuava ao lado de Cícero, tentando agir de forma manhosa, mas ele permanecia completamente indiferente.

Weleska se frustrou por dentro, mas não ousou demonstrar. Em vez disso, continuou fingindo fraqueza.

— Cícero, hoje eu estou me sentindo péssima... Estou com medo. Lembrei daquela noite na praia, quando éramos crianças... Você pode ficar comigo? Pelo menos até eu dormir. Por favor, não me mande embora.

Como era de se esperar, a menção ao passado fez surgir um olhar de culpa no rosto de Cícero.

No fim das contas, ele devia a própria vida a ela. Isso era um fato que não podia negar.

Vendo que Weleska parecia realmente desconfortável, Cícero percebeu que, mesmo sem querer proximidade alguma com ela, também não podia simplesmente colocá-la para fora naquele estado.

No fim, assentiu.

— Você pode passar a noite no quarto de hóspedes. Amanhã mando alguém levar você de volta.

Mesmo assim, não concordou em ficar ao lado dela até que dormisse.

Weleska percebeu que não podia forçar demais. Como já tinha conseguido parte do que queria, deixou-se acompanhar por uma funcionária até o quarto de hóspedes no andar de cima.

Cícero realmente não lhe deu mais atenção e voltou para o próprio quarto.

No quarto de hóspedes, Weleska passou um bom tempo pensando no que deveria fazer diante daquela situação.

Bater de frente com Eduarda não era uma boa ideia. Se Cícero visse aquilo de novo, certamente ficaria com uma impressão ainda pior dela. Se quisesse atingir Eduarda, teria de atacar por outro lado.

Depois de pensar bastante, lembrou-se de uma pessoa: Roberto.

Provavelmente, a única pessoa capaz de pressionar Cícero era Roberto. Adilson estava fora de cogitação, já que seguia focado na própria recuperação e praticamente não recebia visitas.

Com isso em mente, Weleska ligou para Roberto.

Depois disso, encerrou a ligação com duas frases protocolares. Weleska ficou sentada na cama por um bom tempo, sem conseguir reagir.

Ela jamais imaginara que Eduarda, que sempre lhe parecera tão insignificante, pudesse surpreender tanto e ter nas mãos uma carta tão poderosa.

Weleska conhecia um pouco da divisão acionária do Grupo Machado.

Para uma pessoa de fora como Eduarda conseguir uma fatia tão grande das ações, só podia haver uma explicação: quem lhe dera aquilo tinha sido Adilson, que agora estava afastado em recuperação.

Por quê? Com que direito aquela tal de Eduarda conseguia tanta coisa?

O sentimento de injustiça de Weleska chegou ao limite. Cícero já estava cada vez mais inclinado para o lado de Eduarda e, agora, até a posição dela parecia inferior à da rival. Aquilo era injusto demais.

Seu ressentimento contra Eduarda crescia a cada segundo. Ela jurou para si mesma que não deixaria a vida dela em paz.

Depois de andar de um lado para o outro no quarto, Weleska decidiu sair. Assim que desceu as escadas, deu de cara com Arthur.

O menino também pareceu surpreso ao vê-la e recuou alguns passos, um pouco assustado.

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