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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 542

A expressão de Cícero não se suavizou nem um pouco. Pelo contrário: seu aperto no braço dela ficou ainda mais forte.

— Está doendo, Cícero. Pode me soltar, por favor...? — Weleska fez uma expressão sofrida.

Só então Cícero largou o braço dela com brusquidão. Sem dizer uma palavra, abaixou-se e recolheu silenciosamente o livro que ela tinha jogado no chão.

Depois, ainda limpou com cuidado a poeira da capa antes de devolvê-lo a Eduarda.

Sorriu para ela e disse:

— Seu livro. Não sujou.

Eduarda abaixou os olhos e olhou o livro, mas o clima já tinha sido completamente estragado por Weleska, e ela não estava mais com vontade de ler.

Então ergueu os olhos para observar os dois à sua frente. Pareciam encenar uma peça, trocando falas ensaiadas, e ela simplesmente não tinha paciência para continuar assistindo.

Pousou a xícara de chá sobre a mesa, ignorou o livro e se levantou, pronta para subir.

Mas Cícero tentou impedi-la.

— Você disse que queria dar uma volta. Quer que eu vá com você?

Ao ouvir o tom quase implorante e esperançoso de Cícero, Eduarda apenas lhe lançou um olhar frio.

— Já passou a vontade. Você e sua amante acabaram com o meu humor.

Sem hesitar, soltou aquilo e subiu direto para o quarto.

A porta se fechou com força. Cícero ergueu os olhos e soltou um suspiro frustrado.

Só quando teve certeza de que Eduarda não sairia mais do quarto é que ele relaxou um pouco a postura e percebeu Weleska ainda parada ao seu lado.

Ela permanecia ali, com lágrimas nos olhos, esperando que ele lhe desse atenção.

Só então Cícero se virou para ela.

— O que você veio fazer aqui?

Cícero a rejeitou de forma direta:

— Weleska, acho que já deixei isso bem claro antes. O melhor é voltarmos a ser só bons amigos.

Obviamente, Weleska não estava disposta a aceitar. Mas, vendo que a atitude dele era praticamente inflexível, percebeu que precisaria mudar de estratégia.

Então levou a mão à testa, fingindo estar fraca e tonta. Cambaleou de propósito e, depois de um tropeço muito bem calculado, caiu nos braços de Cícero.

— Cícero, eu não estou me sentindo bem... Você pode me levar para o hospital? — implorou, fazendo-se de vítima.

Cícero não a sustentou por muito tempo. Apenas a ajudou a se sentar no sofá. Ao notar que ela parecia realmente indisposta, pediu ao administrador da casa que chamasse o médico.

Weleska não fazia ideia de que a mansão tinha médicos e equipamentos médicos à disposição.

Claro que não tinha como saber. Cícero nunca lhe contou que toda aquela estrutura havia sido preparada especialmente para Eduarda.

Ele tinha tanto medo de que alguma coisa acontecesse com a saúde dela que providenciou tudo aquilo na mansão, justamente para garantir sua segurança.

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