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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 541

Praia Dourada Residence.

Quando Weleska estacionou o carro na entrada, reconheceu na mesma hora o administrador da casa.

Ele também se assustou ao vê-la ali.

Por um instante, pensou em como Weleska tinha descoberto o endereço da nova mansão, mas não comentou nada e foi recebê-la como de costume.

— Sra. Castilho, o que a traz aqui? — perguntou o administrador.

Weleska revirou os olhos.

— Vai se fazer de desentendido agora? É óbvio que vim procurar o Cícero.

Ela olhou para dentro da mansão e viu tudo iluminado.

— O que o Cícero está fazendo?

O administrador hesitou e não respondeu. Afinal, não podia simplesmente dizer que o patrão estava o tempo todo ao lado da ex-esposa, tentando agradá-la.

— O senhor está muito ocupado e ainda não voltou para casa. Acho melhor a senhora voltar outro dia — disse ele, educadamente.

Weleska não engoliu a desculpa e o empurrou sem cerimônia.

— Sai da frente. Eu mesma vou entrar e ver.

O administrador ainda tentou impedi-la duas vezes, mas logo percebeu que seria inútil. Então apenas a seguiu até o interior da mansão. Afinal, o que quer que fosse acontecer ali dentro já estava além do que ele podia controlar.

Weleska avançou sem hesitar até a entrada principal, empurrou as portas duplas e, depois de contornar o biombo, entrou.

Ao chegar à sala de estar, não encontrou Cícero, e sim Eduarda, sentada no sofá, lendo um livro e tomando chá.

O olhar de Weleska se encheu de ciúme na mesma hora.

— Eduarda! Eu sabia que era você. Foi você quem desligou o telefone do Cícero agora há pouco, não foi? O que você quer, afinal? Vocês já se divorciaram e mesmo assim ainda quer se meter entre nós?

É claro que Eduarda percebeu a chegada de Weleska, mas nem sequer levantou a cabeça. As acusações maldosas e sem fundamento da outra não provocavam nela reação nenhuma.

Eduarda apenas virou a página do romance em inglês que estava lendo e continuou acompanhando a história.

— Se você não tivesse tentado arrancar a xícara da minha mão, eu não teria derramado o chá no seu rosto sem querer.

Ela falou com tanta calma que parecia nem ter se abalado.

Na verdade, a única pessoa que realmente parecia descontrolada ali era a própria Weleska.

Weleska engasgou de raiva.

— E de onde vem tanta arrogância? Quem você pensa que é?

Ainda sem se dar por satisfeita, ergueu a mão, pronta para dar um tapa em Eduarda. Mas, nesse instante, percebeu um sorriso estranho surgir no rosto da outra e, no segundo seguinte, alguém segurou seu braço com força.

Weleska virou a cabeça e deu de cara com Cícero, que estava ao seu lado, prendendo o braço que ela havia levantado. Seus olhos transbordavam uma raiva assustadora.

Ela murchou na hora, como um balão furado. Mudou de atitude num piscar de olhos e assumiu uma expressão dócil e manhosa.

— Cícero... Quando você chegou? Eu nem vi você entrando... — A voz dela saiu fina e adocicada, sem qualquer traço da postura agressiva de antes.

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