Entrar Via

Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 534

Eduarda hesitou por um instante e perguntou:

— Hum... o que seria?

No fundo, ela já intuía o que ele estava prestes a dizer, mas seu instinto a fazia querer evitar o assunto.

Só que havia coisas das quais era impossível fugir.

Como esperado, Franklin acabou tocando justamente no tema que ela vinha tentando evitar.

— Eduarda, eu estava pensando... se você quiser, podemos ir ver o meu avô juntos. Talvez o nosso relacionamento possa ter um desfecho bonito, com a bênção dos mais velhos. Se você ainda quiser, podemos ir para o exterior e, quem sabe, assim a gente possa...

— Franklin! Eu... eu preciso atender uma ligação...

Franklin ainda estava imerso no futuro bonito que vinha imaginando havia tanto tempo quando foi interrompido de repente por Eduarda.

Ela pegou o celular e saiu apressada da sala de descanso. Seus passos eram rápidos. Assim que saiu, fechou a porta imediatamente e, só depois de se certificar de que Franklin não a tinha seguido, encostou-se na parede de vidro e soltou um longo suspiro.

Na verdade, as palavras de Franklin a haviam abalado profundamente. A vida que ela idealizava era justamente aquela: dias tranquilos e felizes.

Antes, ela ainda tinha a chance de caminhar de mãos dadas com Franklin em direção a essa felicidade.

Mas agora, o preço pago pela segurança e pela estabilidade dele havia se transformado numa armadilha que a mantinha presa.

Um gosto amargo tomou conta do coração de Eduarda no mesmo instante.

Não era como se ela nunca tivesse pensado no rumo que tudo aquilo tomaria.

Mas, naquela época, precisou tomar uma decisão rápida, sem espaço para hesitar ou adiar. Agora que o momento de encarar a realidade cruel tinha chegado, percebeu que não estava preparada.

Ela não sabia como dizer a Franklin que já não podia mais acompanhá-lo nos dias que viriam.

No fundo, desejava infinitamente poder ir embora com ele.

Toda aquela situação era sufocante para ela.

Abatida, abaixou a cabeça. Mas, no instante em que baixou os olhos, viu à sua frente um par de sapatos sociais pretos, impecavelmente engraxados.

Eduarda conhecia muito bem aqueles sapatos e não tinha a menor vontade de erguer a cabeça para discutir com ele numa hora daquelas.

Mas a pessoa diante dela parecia ler tudo o que se passava em sua mente.

Cícero falou em tom suave:

— Quando você não souber o que fazer, lembre-se de que eu ainda estou ao seu lado. Você pode me pedir ajuda. Custe o que custar, eu vou ajudar você.

Eduarda deu um sorriso amargo antes de erguer os olhos, impotente, e perguntar, sem muita energia:

— Como você pode me ajudar?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Diamantes e Cicatrizes