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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 535

— Você confia em mim? — Cícero manteve os olhos fixos em Eduarda. — Se confiar, eu ajudo você a sair desse dilema.

Estava claro que Eduarda não confiava nele o suficiente, mas, diante da situação, ela simplesmente não teve coragem de dizer isso com todas as letras.

Cícero já tinha lido o que se passava no íntimo dela.

Estendeu a mão, segurou o pulso de Eduarda sem muita força e declarou:

— Eduarda, deixa isso comigo. Deixa que eu seja o vilão dessa história. Você só precisa ficar atrás de mim.

Antes que ela conseguisse entender o que ele queria dizer, Cícero apertou o pulso dela, puxou-a num movimento rápido e a prensou contra a parede de vidro. No segundo seguinte—

Eduarda sentiu a respiração falhar ao sentir a pressão firme, mas ao mesmo tempo suave, sobre seus lábios.

Cícero a havia prensado contra o vidro e a beijava com avidez.

O instinto dela foi resistir, tentar empurrá-lo para longe, mas desta vez ele não a soltou. Pelo contrário: apertou-a ainda mais e aprofundou o beijo, a ponto de quase arrancar sua consciência naquele gesto dominador.

Depois de um longo momento, Cícero finalmente a soltou.

Quando Eduarda virou levemente a cabeça, viu Franklin parado na porta da sala de descanso, olhando para os dois, atônito.

O pânico invadiu seu coração no mesmo instante. Ela tentou dizer alguma coisa, mas Cícero a puxou bruscamente para trás de si. Com um passo largo, colocou-se entre os dois e bloqueou completamente o contato visual entre Eduarda e Franklin.

Cícero abriu um sorriso repentino ao encarar Franklin. Seu tom de voz mudou por completo, voltando a ser o do herdeiro arrogante que se achava acima de todos.

— Franklin, eu já disse várias vezes, não disse? Ela é minha. Se quiser pôr as mãos nela, vai ter que nascer de novo.

Ao mesmo tempo, declarou:

— A Eduarda é minha. Vou dizer pela última vez: hoje eu vou levá-la daqui, e você nunca mais terá a chance de tê-la.

Depois de disparar aquelas palavras frias, Cícero a levou embora à força.

Franklin ficou no mesmo lugar, debatendo-se contra os seguranças fortes trazidos por Damiano. Infelizmente, sozinho, ele não tinha a menor chance contra tantos profissionais treinados.

Restou-lhe apenas assistir, impotente, enquanto Cícero levava Eduarda contra a vontade dela.

Cícero parecia autoritário e incontrolável ao obrigá-la a ir com ele, mas, na verdade, assim que os dois entraram no carro, seus movimentos voltaram a ser delicados. Principalmente ao ver as lágrimas que se acumulavam nos olhos de Eduarda, ele teve de admitir que seu coração havia amolecido.

— Você realmente não consegue se desapegar dele? — Cícero fechou os olhos e disse, com a voz carregada de exaustão. — O que ele pode te dar, afinal? Tudo o que ele pode oferecer, eu também posso. Por que você não consegue olhar para mim?

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