Entrar Via

Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 533

Cícero se virou e viu Franklin parado atrás dele, encarando-o.

Franklin tinha uma expressão confusa, visivelmente incomodado, sem entender o motivo de Cícero estar ali.

— Por que você está aqui? — perguntou novamente.

Cícero se levantou e o encarou. Nenhum dos dois demonstrava o menor sinal de recuo.

Com a voz fria, Cícero respondeu:

— E o que isso tem a ver com você? Pelo contrário, por que você apareceu aqui? A Eduarda não deve ter marcado nada com você.

Ele devolveu a Franklin, palavra por palavra, o que havia escutado dele naquele dia no restaurante.

Franklin soltou uma risada leve.

— Cícero, você não precisa repetir essas coisas para mim aqui. Não faz sentido.

Então ele passou por Cícero e foi até a porta principal do estúdio.

Cícero percebeu, surpreso, que Franklin conseguia abrir a porta do lugar.

Quando Franklin se virou para fechá-la, notou o espanto no rosto do rival. Poderia ter aproveitado para provocá-lo, mas não estava com disposição para isso, então apenas fechou a porta sem dizer nada.

Do lado de fora, Cícero observou tudo através das amplas janelas de vidro. Franklin cruzou a área de trabalho com familiaridade e foi até a porta da sala de reuniões. Bateu de leve, e todos lá dentro o reconheceram na hora; como se ele não fosse um estranho, a equipe imediatamente relaxou e interrompeu o trabalho.

Franklin pareceu dizer alguma coisa, e todos concordaram com entusiasmo.

Ao ver aquela cena, o coração de Cícero se encheu de uma inveja e de uma insatisfação difíceis de descrever.

Dentro do estúdio, Franklin ergueu duas sacolas grandes de café que havia trazido e distribuiu para a equipe.

— Façam uma pausa. Considerem isso um mimo meu para a chefe de vocês e me deem um tempinho para conversar com ela a sós.

Enquanto falava, Franklin continuava transmitindo aquela sensação acolhedora, como uma brisa suave. A equipe do estúdio percebeu o clima, pegou os cafés com jeito e saiu para dar uma relaxada.

— Vamos conversar em outro lugar.

Eduarda não queria continuar sendo observada por Cícero daquela maneira.

Franklin queria a mesma coisa, então os dois saíram dali, enquanto Cícero, do lado de fora, os via desaparecer do seu campo de visão.

Na sala de descanso de Eduarda,

Franklin a olhou com preocupação e perguntou:

— Eduarda, ultimamente tenho sentido uma inquietação estranha. Não só em relação ao Grupo Nogueira, mas também em relação a você. Desde que você voltou ao país, sinto que alguma coisa mudou, e isso tem me deixado muito inseguro.

Ele pegou a mão dela e, ao sentir o calor entre as palmas, pareceu se acalmar um pouco.

— Eduarda, a situação da empresa começou a melhorar. Embora eu não saiba exatamente o que aconteceu, é fato que já não há mais motivo para preocupação, e a saúde do meu avô também melhorou bastante. Eu tenho uma ideia... mas não sei se você estaria disposta.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Diamantes e Cicatrizes