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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 532

Eles precisavam ser felizes.

Cícero só conseguia se agarrar à certeza absoluta de que ficariam juntos para sempre, mas não fazia ideia de como seria o caminho dali em diante.

Eduarda suspirou, como se já não conseguisse mais se comunicar com um Cícero tão obstinado.

— Pense o que quiser. Me leve para o estúdio, ainda tenho coisas para resolver.

Damiano lançou um olhar para Cícero. Depois que ele assentiu, deu partida no carro em direção ao Estúdio Ember, em Nova Aurora.

Quando Eduarda desceu, Cícero saiu logo atrás.

Ao entrar no estúdio, ele a acompanhou de perto.

Mas era evidente que Eduarda, como diretora da Ember, não queria de jeito nenhum que Cícero voltasse a invadir seu ambiente de trabalho.

Ela disse:

— Eu vou trabalhar. Não acho apropriado que você continue me seguindo. Volte para casa.

Eduarda tentou deixá-lo do lado de fora, mas Cícero segurou a porta antes que ela se fechasse por completo, mantendo-a ao alcance dos olhos.

Seu tom já estava bem mais brando quando disse:

— Eu não vou entrar no estúdio. Posso esperar no jardim? Você não estava se sentindo bem há pouco. Quando terminar, eu posso levar você para casa.

A primeira reação de Eduarda foi rejeitar aquelas palavras conciliadoras, mas, pensando melhor, sabia que, mesmo que recusasse, ele não lhe daria ouvidos. Era melhor simplesmente deixá-lo fazer o que quisesse.

— Faça como quiser. Só não venha me atrapalhar.

Assim que terminou de falar, Eduarda fechou a porta principal do estúdio.

Do lado de fora, Cícero de fato não foi embora. Em vez disso, sentou-se em um banco à sombra das árvores altas do pátio do estúdio.

Dali, ele tinha visão perfeita da sala de reuniões através das janelas de vidro do chão ao teto. A imagem de Eduarda sentada na cabeceira da mesa, discutindo com seriedade com os colegas, era muito diferente da postura que ela costumava ter dentro de casa.

Por um instante, Cícero ficou fascinado ao vê-la tão concentrada no trabalho.

No passado, ele nunca havia observado com tanta atenção a mulher ao seu lado. Sempre acreditou que ela fosse apenas uma dona de casa comum, sem perceber que, na verdade, ela sempre brilhara intensamente naquilo que fazia e já havia se tornado uma referência na própria área.

Cícero estava absorto, olhando para Eduarda, quando de repente ouviu atrás de si uma voz masculina suave — justamente a voz que ele menos queria ouvir.

— Cícero, o que você está fazendo aqui, na porta da Eduarda?

A expressão de Cícero mudou na mesma hora. Ele reconheceu imediatamente a voz de Franklin.

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