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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 531

É claro que Roberto não podia saber desse assunto, caso contrário, Daiane perderia de vez a liberdade de sair e se divertir.

Por isso, ela não ousou mais provocar Eduarda.

Bufou, virou as costas e foi embora.

Foi então que Cícero se virou para Eduarda.

Ela parecia visivelmente aliviada.

Cícero sentou-se ao lado dela, pegou a mão dela entre as suas e perguntou:

— Por que suas mãos estão tão frias?

Sentindo o coração apertar, ele tentou aquecê-las com as próprias mãos.

— Você não precisa mais se preocupar. Franklin e a família Nogueira vão ficar bem.

Eduarda soltou um longo suspiro. Observou os gestos atenciosos e gentis do homem ao seu lado sem saber exatamente o que sentir, mas a notícia de que Franklin havia escapado daquela situação difícil lhe trouxe um grande alívio.

Depois que tudo aquilo acabasse, a única coisa que ela precisaria enfrentar seria como se explicar para Franklin.

Ao pensar nisso, seu coração voltou a doer. Seus olhos ficaram levemente vermelhos, e ela ergueu o olhar para Cícero.

Ele também levantou a cabeça e, ao notar o jeito como ela o observava, ficou por um instante sem saber como reagir.

— O que foi? Por que está me olhando assim?

O tom de Cícero era incrivelmente suave. Ele nunca havia falado daquela forma com ninguém, exceto com Eduarda.

Ao reparar na expressão gentil dele, Eduarda imediatamente se lembrou da doçura natural de Franklin.

As atitudes de Cícero estavam cada vez mais parecidas com as de Franklin, a ponto de, às vezes, ela quase se iludir e imaginar que era Franklin quem estava ao seu lado.

Mas ela sabia que já não tinha mais a chance de viver aquela vida tranquila e feliz no exterior com ele.

Eduarda não respondeu. Apenas balançou a cabeça e disse:

— Não é nada. Vamos voltar. Estou um pouco cansada.

— Sim. Nós só estamos juntos por causa de um acordo. Você não deveria exigir que eu aceite você no meu coração.

Cícero soltou uma risada amarga.

— Então no seu coração só existe espaço para o Franklin? Não cabe mais ninguém?

No fundo, o que ele queria dizer era: “Antes, seu coração era só meu. Por que esse lugar foi ocupado por outra pessoa? Por que você deixou outra pessoa se aproximar de você?”

Mas, no fim, ele não teve coragem de dizer isso em voz alta.

Eduarda sorriu, um sorriso limpo e luminoso.

— Não importa quem esteja no meu coração, com certeza não será você. Porque, se fosse, durante os seis anos do nosso casamento você já teria ocupado esse lugar há muito tempo.

As palavras dela foram como um balde de água fria sobre Cícero.

Ele cerrou os punhos com força. Seus lábios tremeram enquanto ele forçava um sorriso. Precisava convencer a si mesmo, convencer a todos, de que não seria derrotado pela atitude de Eduarda, de que jamais se separaria dela.

— Não importa. O passado já passou. Já que estamos recomeçando, com certeza ainda podemos ser felizes no futuro.

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