A maquiadora, que acompanhava tudo de perto, perguntou:
— Se não tiver outro jeito, a gente não poderia simplesmente desistir de participar? Acho que seria compreensível.
Sabrina balançou a cabeça em negativa:
— Não podemos. O histórico dessa cliente é muito particular. Se a gente não subir ao palco, vai parecer uma ofensa pública a uma das famílias mais influentes da alta sociedade, e depois disso vai ser quase impossível continuar no mercado.
A maquiadora também ficou aflita:
— E o que vamos fazer? A gente não sabe a que horas alguma modelo vai conseguir chegar, e provavelmente eu nem vou ter tempo de fazer ou retocar a maquiagem dela.
Eduarda ficou observando por bastante tempo aquele vestido de noiva de cetim branco pendurado ali. Em seguida, se levantou e disse:
— Eu vou.
Sabrina e a maquiadora ficaram atônitas, sem entender direito o que ela queria dizer com aquilo.
— Você quer dizer que...
Eduarda assentiu e confirmou:
— Sim, eu subo na passarela. Se eu ajustar esse vestido com dois ou três pontos, ele vai ficar exatamente no meu tamanho. No momento, a modelo mais próxima sou eu.
Sabrina expressou sua preocupação:
— Mas você nunca desfilou, afinal. Eu tenho medo de não dar certo.
Eduarda olhou para ela, já pegando de novo a agulha e a linha, e respondeu:
— A gente só vai saber se dá certo se tentar. Confia em mim desta vez. Vamos ver no que dá.
Sabrina e a maquiadora trocaram um olhar. Ao ver Eduarda já começando a agir, assentiram e também entraram no ritmo frenético.
Enquanto isso, no palco principal, o apresentador já tinha visto o nome da próxima estilista e anunciou:
O tecido do vestido era incrivelmente fluido, sem perder nem o romantismo nem a imponência. Eduarda ergueu levemente a barra da saia e começou a caminhar com leveza. No ritmo da música, girava suavemente pela passarela. Ela não usou o andar clássico, rígido e metódico das modelos de vestido de noiva; seus movimentos eram naturais e ligeiramente descontraídos, como um anjo branco descendo sobre uma floresta e se movendo com graça entre o ar e a luz.
Todos ficaram cativados pela singularidade de Eduarda. Quando ela chegou à ponta da passarela, os olhos da futura noiva foram completamente tomados por encanto.
— Ela é realmente um anjo. Linda demais.
Eduarda, é claro, ouviu o elogio. Fez uma reverência extremamente elegante e estendeu a mão para a futura noiva. Naquele exato instante, a música do salão mudou. Eduarda e a noiva deram as mãos e, como se tivessem uma conexão natural, começaram a girar juntas numa dança. Num piscar de olhos, o ambiente solene se transformou em um baile leve e descontraído.
Em questão de segundos, incontáveis flashes dispararam, registrando sem parar a cena das duas dançando juntas.
Eduarda não prolongou muito aquele momento. Logo depois, conduziu delicadamente a futura noiva de volta ao seu lugar e ficou aguardando a resposta.
Sem dúvida, a noiva estava plenamente satisfeita. Quando estava prestes a escolher Eduarda de imediato, a assistente ao seu lado interveio, sussurrando:
— Acho que aquele vestido de cauda longa com pedrarias da Weleska, que a senhora viu antes, combina mais com o seu perfil. Por que não pensa um pouco melhor?

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