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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 443

Ao perceber que tinha levado um fora, o funcionário não teve escolha a não ser se virar de novo para a frente.

O elevador subiu lentamente até o andar do Departamento de Design de Moda. Assim que as portas se abriram, o barulho da confusão chegou de longe. Os dois funcionários correram para se juntar à multidão e assistir ao escândalo.

Weleska, por outro lado, saiu devagar e observou de fora. Pelo cenário, Cícero ainda não tinha chegado, e ela não tinha o menor interesse em se misturar àquela bagunça. Então caminhou até a janela perto do elevador e ficou esperando a chegada dele.

Mas, de repente, uma voz familiar a fez parar bruscamente.

Weleska virou o corpo com rigidez e, depois de alguns segundos de choque, começou a andar devagar em direção à multidão, equilibrando-se sobre os saltos.

A cada passo, seu coração parecia bater mais devagar.

— Igor Gattas, se você continuar com esse escândalo, eu vou chamar a polícia e mandar te levarem preso.

Aquela voz foi ficando cada vez mais nítida em seus ouvidos, e o pânico tomou conta de sua mente.

Não. Impossível. Aquilo não podia estar acontecendo.

Weleska repetia para si mesma: como poderia ser ela? Como ela poderia estar ali?

Mas, quanto mais escutava, menos conseguia se enganar.

A voz era nítida demais. Nos últimos tempos, ela tinha virado um pesadelo recorrente, aparecendo noite após noite em seus sonhos.

Desde que Cícero saiu do país, Weleska vinha tendo pesadelos constantes. Sonhava com Eduarda coberta de sangue depois do acidente de carro, surgindo diante dela como um fantasma vingativo e falando com exatamente aquela voz.

Quanto menos queria acreditar, mais seus pés se moviam sozinhos.

Ela se aproximou da multidão, encontrou um ponto de onde podia enxergar a cena e avistou a mulher de costas. O susto foi tão grande que quase perdeu o equilíbrio.

Era ela mesmo.

Era Eduarda.

Na mesma hora, Weleska cerrou os punhos com um ódio feroz.

Seu primeiro pensamento foi cruel e imediato: que azar ela tinha tido por Eduarda ter sobrevivido a um acidente tão grave.

E, além disso, como Eduarda tinha ido parar justamente na filial internacional da empresa de Cícero? Que situação infernal era aquela?

Será que o motivo de Cícero ter aceitado vir trabalhar no exterior era justamente por causa de Eduarda?

Será que os dois já tinham voltado a se aproximar por trás das costas dela?

Weleska fitou as costas de Eduarda com os olhos transbordando ressentimento.

Mas, quando Eduarda virou o rosto, seus olhos encontraram os de Weleska, parada no fundo da multidão. Seus passos congelaram no mesmo instante.

Sabrina estranhou:

— O que foi?

Eduarda ficou atônita por um segundo. Em seguida, soltou uma risada curta e murmurou com ironia:

— Em pleno exterior, acabei encontrando uma antiga colega de faculdade.

Depois, aproximou-se de Sabrina e sussurrou:

— Vá falar com o seu presidente primeiro. Depois eu te encontro. Vou aproveitar para colocar o papo em dia com a minha velha colega.

Sabrina não fazia ideia de quem era aquela “velha colega” e achou que se tratava mesmo de uma amizade antiga. Então respondeu com naturalidade:

— Entendi. Então vou na frente procurar o presidente.

Depois de dizer isso, afastou-se pelo corredor. Eduarda, então, ergueu lentamente o rosto e passou a encarar Weleska.

Aproximou-se devagar. Quando parou diante dela, ainda não disse nada. Apenas cruzou os braços, numa postura de completo distanciamento, e ficou olhando. Então deu um sorriso debochado, e as palavras que saíram de sua boca esmagaram o pouco orgulho que ainda restava a Weleska.

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