Eduarda não pretendia aliviar para alguém como Igor Gattas. Então respondeu friamente:
— É bem simples: peça demissão e tente sair com o mínimo de dignidade.
Ao ouvir a palavra demissão, Igor Gattas perdeu completamente a linha. Ele não podia pedir demissão. Aquele cargo era o posto mais cômodo que Roberto tinha arranjado para ele. Se voltasse ao país de origem ou fosse deslocado para outra área do Grupo Machado, não suportaria a pressão de verdade. Além disso, Roberto já vinha perdendo a paciência com ele. Se chegasse ao ponto de irritar de vez o Sr. Machado, provavelmente seria abandonado à própria sorte. Ele não podia largar aquele cargo assim.
Igor Gattas reagiu:
— Isso é impossível! Vocês sabem com quem estão falando? Eu tenho ligações diretas com a chefia desta empresa. Não é só porque vocês duas mandaram que eu vou me demitir. Entenderam?
Embora tentasse soar firme, ele estava claramente assustado. Sua aposta era que aquelas duas mulheres não teriam coragem de enfrentar a alta cúpula da empresa.
Eduarda soltou um riso de desprezo:
— E daí? O que isso tem a ver comigo?
Ela já tinha uma péssima impressão do chefe de Sabrina. Da última vez, marcou um jantar e simplesmente não apareceu, sem dar qualquer satisfação. Para Eduarda, alguém que agia assim no mundo dos negócios — sem palavra, sem respeito e sem o mínimo de responsabilidade — não podia ser considerado um bom líder.
Ela simplesmente desprezava esse suposto presidente.
— Se alguém anda ao lado de gente como você, eu tenho todos os motivos do mundo para desconfiar do caráter dessa pessoa. Qualquer um com um pouco de bom senso manteria distância de um sujeito como você — disse ela, com calma.
As sobrancelhas de Igor Gattas se arquearam de raiva:
— Quem você chamou de sujeito, hein?!
Igor Gattas era justamente o tipo de homem que não suportava provocação. Bastaram duas frases de Eduarda para ele esquecer completamente que havia provas concretas contra si.
Eduarda ergueu o celular e apontou a câmera para ele. Quanto mais ele se exaltava, mais se afundava sozinho.
Em poucos instantes, a confusão no andar do Departamento de Design de Moda se espalhou pelo prédio inteiro. Muita gente apareceu apenas para acompanhar a fofoca e assistir de perto à humilhação pública de Igor Gattas.
Enquanto isso, no andar térreo, Weleska acabara de entrar no saguão principal. Foi até a recepção explicar o motivo de sua visita. Enquanto a recepcionista verificava o sistema, Weleska ouviu dois funcionários comentando ao lado:
— Moça, você vai para qual andar? Posso apertar para você.
Weleska revirou os olhos de impaciência, mas respondeu com frieza controlada:
— Vou para o mesmo andar.
O funcionário hesitou por um instante, observando-a pelo espelho do elevador, e então resolveu puxar assunto:
— Acho que nunca te vi por aqui. Você é de qual departamento? Quer trocar contato?
Weleska era, sem dúvida, uma mulher de beleza marcante, do tipo que chamava atenção à primeira vista.
O funcionário estava apenas tentando flertar de forma banal, sem passar dos limites, mas Weleska sentiu repulsa imediatamente. Quem ele pensava que era para pedir seu contato? Nem devia ter se olhado no espelho antes de tentar alguma coisa.
Weleska não respondeu mais nada. Apenas forçou um sorriso seco, ergueu levemente o queixo e continuou olhando para a frente, deixando clara sua rejeição.

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