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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 441

Ao ver Eduarda chegar, Sabrina, ainda sendo contida pelo assistente, levantou a cabeça e sorriu para tranquilizá-la, como quem dizia que estava tudo bem.

Eduarda franziu a testa, caminhou de salto firme até o assistente que segurava Sabrina e ergueu o extintor de incêndio que trazia nas mãos.

— Quer acabar como ele também? Solte-a agora mesmo — disse ela em voz baixa, mas num tom claramente ameaçador.

Ao ver que Igor Gattas já tinha ido parar no chão, o assistente não teve coragem de arriscar outra pancada na cabeça e soltou Sabrina imediatamente.

Sabrina se levantou, ajeitou a roupa e olhou para Eduarda.

Eduarda a examinou com preocupação:

— Você está bem?

Sabrina tentou tranquilizá-la:

— Estou. Eles não teriam coragem de fazer nada mais sério comigo. Não se preocupe.

Mesmo ouvindo isso, Eduarda não ficou satisfeita. Depois de apoiar o extintor no chão, lançou a Igor Gattas, ainda estirado e gemendo, um olhar carregado de desprezo.

Para ela, aquilo ainda era pouco. Devia ter batido com mais força. Para um sujeito daqueles, sair tão barato era quase injusto.

Igor Gattas, como sempre, não tinha o menor autocontrole. Segurando a cabeça, forçou-se a ficar de pé e apontou para Eduarda, disparando:

— Quem você pensa que é? Como ousa me bater? Pode acreditar, eu vou acabar com a sua carreira! Você é uma cadela nojenta latindo na minha frente!

Eduarda apenas sorriu, observando Igor Gattas espumar de raiva como um louco.

Em seguida, passou por ele. Igor logo gritou atrás dela:

— Porra, você me bate e agora quer ir embora? Eu vou chamar a polícia! Espera só, sua vadia!

Igor Gattas ficou atônito assim que terminou de berrar, porque percebeu que Eduarda não estava indo embora de verdade. Ela apenas tinha ido até a recepção perto dos elevadores pegar um celular.

Eduarda voltou para junto da multidão, deslizou o dedo pela tela, confirmou alguma coisa em silêncio e então virou o aparelho para Igor Gattas:

Se um homem como Igor Gattas continuasse ali, seria uma ameaça para todos, especialmente para as funcionárias. Eduarda e Sabrina já tinham sofrido na pele com ele.

Uma foi alvo de assédio no trabalho; a outra, de abuso e opressão no ambiente corporativo. E, além de tudo, Igor Gattas não entendia absolutamente nada do que fazia. Chamá-lo de inútil ainda seria elogio; ele era puro lixo humano.

Mesmo que elas não fossem mais conviver com ele dali em diante, por uma questão de consciência, precisavam fazer algo pelas outras mulheres daquela empresa.

As duas bloquearam o caminho de Igor Gattas, e Sabrina declarou:

— Gerente Gattas, o tempo em que você podia fazer o que queria acabou. Se eu relatar o seu comportamento de agora ao presidente ou à polícia, o que você acha que vai acontecer?

Igor Gattas recuou dois passos, visivelmente abalado, mas ainda tentou bancar o valentão:

— E... então, o que vocês querem?

Sabrina soltou um bufo, virou-se para Eduarda e perguntou:

— Eduarda, o que você acha?

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