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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 418

— Você pode tentar primeiro. Se não der certo, tudo bem. Mas, se você não tiver coragem de agir, pode acabar se arrependendo muito no futuro — aconselhou Sabrina.

Eduarda assentiu em silêncio. Talvez Sabrina tivesse razão. Ela precisava tentar avançar um pouco e parar de ficar parada no mesmo lugar. Continuar hesitando só traria desgaste e angústia para os dois.

Ao ver a expressão sonhadora e quase juvenil no rosto de Eduarda, Sabrina não pôde deixar de suspirar, encantada com a beleza de um amor nascendo.

Enquanto isso, na cozinha, Eson acabara de pegar uma garrafa de vinho. Enquanto a abria, olhou para Franklin, que se movia entre as panelas com habilidade invejável.

— Franklin, Sabrina me disse que você e a Ember vão a um concerto amanhã, e nós vamos com vocês.

Franklin abriu um sorriso.

— É mesmo? Então espero que o tempo ajude amanhã, para não atrapalhar o passeio.

— Com certeza — concordou Eson. — Mudando de assunto, Franklin, quando vocês vão oficializar a relação? Vocês usam essa expressão no Brasil, não usam?

Franklin entendeu a intenção da pergunta e balançou a cabeça.

— Ainda não chegamos nessa fase.

Eson arregalou os olhos, surpreso.

— Sério? Pelo que a Sabrina me contava sobre vocês, eu achei que já estivessem prestes a se casar. Afinal, em que pé vocês estão?

— Somos apenas amigos — respondeu Franklin com uma risada curta, carregada de uma ponta de amargura.

— Franklin, você não gosta da Ember? Por que não toma uma atitude? — Eson franziu a testa. — Eu achava que os brasileiros fossem mais intensos e diretos. De onde eu venho, quando alguém gosta de outra pessoa, fala logo na cara. Todo mundo quer conquistar o amor da pessoa amada. Foi exatamente assim que eu conquistei Sabrina. Por que tanta hesitação?

As palavras de Eson soaram como um alerta na mente de Franklin. De repente, ele percebeu que sua postura excessivamente contida, justificada pelo medo de pressionar Eduarda, talvez estivesse criando nela um desconforto silencioso.

Desde que Eduarda havia se recuperado, Franklin sentia que a conexão entre os dois tinha mudado de uma forma sutil.

O acidente, por pior que tivesse sido, provocou uma transformação enorme nela. Às vezes, ele até se sentia culpado por pensar que a tragédia tinha trazido algo positivo: ela finalmente parara de se afundar nas dores do passado. Uma nova perspectiva de vida a deixava mais radiante a cada dia.

Ao entardecer, Franklin pegou seu carro esportivo conversível e levou Eduarda em direção à costa. Com a capota aberta, a brisa suave já acariciava a pele dos dois.

O pôr do sol se aproximava, tingindo as nuvens de rosa e roxo. As cores vibrantes se misturavam ao azul do céu, criando um cenário incrivelmente romântico.

Contagiada pela beleza da paisagem, Eduarda se acomodou melhor no banco e ficou admirando em silêncio tudo ao redor. As fileiras de coqueiros e palmeiras passavam rapidamente, e cada detalhe da vista trazia uma sensação de paz.

Franklin lançou um olhar de soslaio e viu o sorriso no rosto dela. A alegria de Eduarda bastou para fazê-lo sorrir também.

Ele reduziu a velocidade do carro, permitindo que ela aproveitasse melhor a paisagem da orla.

Eduarda percebeu o gesto. A delicadeza dele vinha sempre na medida certa, nunca em excesso, nunca de forma sufocante. Gentileza e cuidado pareciam fazer parte da própria essência de Franklin.

Ela não disse nada; apenas continuou desfrutando em silêncio de tudo aquilo que ele lhe proporcionava.

Logo chegaram ao local do concerto. Estacionaram na área indicada e caminharam em direção à areia. A família de Sabrina já estava lá e, depois de acenarem para a equipe de segurança, garantiram a entrada de Eduarda e Franklin.

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