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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 417

Eduarda desligou o telefone e tirou aquilo da cabeça, voltando a se concentrar em seus rascunhos de design. Ao abrir o tablet para navegar na internet, percebeu uma seção de notícias em destaque na página inicial. Rolou a tela e sentiu um interesse repentino.

Pegou o aparelho, saiu da escrivaninha do quarto e foi até o escritório ao lado. Bateu na porta.

— Pode entrar — a voz de Franklin veio lá de dentro.

Eduarda abriu a porta e o encontrou analisando alguns documentos no computador. Ao vê-la, Franklin tirou os óculos, contornou a mesa e caminhou até ela.

Eduarda mostrou a tela do tablet, com os olhos grandes e bonitos cheios de expectativa.

Franklin percebeu a animação no olhar dela e sorriu. Guiou-a até o sofá para que se sentasse.

— Quer sair para passear?

Eduarda murmurou um som afirmativo e assentiu.

Sem a menor hesitação, Franklin disse:

— Combinado. Amanhã à noite eu te levo. Mas, por enquanto, já pensou no que quer comer hoje?

Em casa, Franklin sempre cozinhava de acordo com os gostos de Eduarda. Ele preparava praticamente qualquer prato que ela quisesse.

Pensando nisso, Eduarda sugeriu:

— Que tal a gente sair para jantar hoje? Eu podia convidar a Sabrina, o marido e os filhos dela. Aí já aproveitamos e perguntamos se eles querem ir com a gente amanhã. O que você acha?

— Perfeito, como você preferir — respondeu Franklin, sorrindo.

Eduarda entrou em contato com Sabrina, que ficou muito animada com a ideia. Aproveitando a oportunidade, Sabrina insistiu para que eles não fossem jantar fora e fossem direto para a casa dela.

Eduarda aceitou o convite. Durante a tarde, ela e Franklin compraram alguns presentes para a família de quatro pessoas e, à noite, chegaram à casa de Sabrina.

Era uma casa ampla e bonita. Assim que a porta se abriu, um adorável casal de gêmeos se espremeu pela entrada. Os pequenos, ainda com dificuldade para falar português corretamente, agarraram as mãos de Eduarda e começaram a tagarelar de forma fofa. Eduarda ficou encantada e começou a interagir com eles em inglês.

O marido de Sabrina, um professor universitário estrangeiro, transmitia uma aura intelectual e gentil.

— Olá, eu sou Eson. É um prazer conhecê-los — apresentou-se ele, em um português um pouco arrastado.

Eduarda e Franklin apertaram a mão dele e se apresentaram.

— Fiquem à vontade, vou preparar o jantar — avisou Eson.

Franklin se levantou, arregaçando as mangas da camisa.

— Eu ajudo você.

Os dois homens seguiram para a cozinha. Sabrina trouxe algumas frutas para Eduarda, e as duas se sentaram para conversar.

— Tudo bem, não precisa se preocupar. Eu não me incomodo em falar sobre o passado.

— É que eu não imaginava que você já tivesse sido casada — confessou Sabrina. — Você é tão jovem... Foi uma surpresa.

Na cabeça de Sabrina, era impossível conciliar a aparência juvenil de Eduarda com um histórico amoroso tão complexo.

— Eu me casei muito cedo — explicou Eduarda com simplicidade. — Foi um casamento arranjado, sem sentimentos de verdade de nenhuma das partes. Depois ele se envolveu com outra pessoa, nós nos divorciamos, e o nosso filho ficou com ele. Foi basicamente isso, nada muito complicado.

Observando a expressão tranquila de Eduarda, Sabrina percebeu que ela realmente já tinha superado aquela fase da vida.

Sabrina se aproximou um pouco mais e afastou a mãozinha da filha, que não parava de puxar o cabelo de Eduarda.

— E como estão as coisas entre você e o Franklin? Aquele meu toque da última vez serviu para alguma coisa?

Eduarda virou a cabeça e olhou para a cozinha. Franklin estava ajudando Eson a preparar o jantar. A postura dele não era diferente da de um marido dedicado e atencioso, alguém que sabia muito bem cuidar de um lar.

Ela ficou em silêncio por um bom tempo. Depois, voltou a olhar para Sabrina, como se tivesse tomado uma decisão íntima.

— Talvez... talvez eu deva dar um passo à frente e ver no que dá — murmurou.

Sabrina concordou com firmeza.

— Eu te apoio totalmente, Ember. A felicidade é algo tão raro. Se você encontrou alguém assim, não deixe escapar com facilidade. A gente nunca sabe se vai ter outra oportunidade dessas.

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