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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 328

Os olhos de Weleska encheram-se imediatamente de lágrimas.

Ela fingiu fragilidade e tombou nos braços de Cícero.

— Cícero, você sabe, eu sonhei desde pequena em me casar com você. Sei que por um tempo perdi a cabeça e segui o caminho errado, mas felizmente tive a chance de voltar para te procurar, e você ainda está ao meu lado. Agora que temos o nosso bebê, eu queria muito realizar esse meu sonho de infância. Você pode me dar um casamento?

Diante do que Weleska disse, Cícero parecia não encontrar motivos para recusar.

Mas, inexplicavelmente, lembrou-se de Eduarda.

Ele e Eduarda nunca tiveram um casamento.

Ele não compareceu ao casamento de seis anos atrás.

Cícero não concordou imediatamente com Weleska; em vez disso, disse:

— Weleska, falaremos sobre isso mais tarde. Primeiro vou te levar para casa para descansar.

Cícero não sabia o que havia de errado com ele. Logicamente, deveria concordar com qualquer pedido de Weleska.

Mas agora, seu coração parecia estar sendo ocupado pouco a pouco pelos assuntos de Eduarda.

Seus sentimentos em relação a Weleska já começavam a vacilar.

Weleska mordeu o lábio, inconformada, mas não era o momento de pressionar demais.

— Tudo bem, Cícero. Vou esperar pela sua resposta. Vamos para casa. — Disse Weleska com voz delicada.

— Hum. — Respondeu Cícero.

Cícero levou Weleska de volta ao Parque Tropical.

Gildo e Arthur tinham ido para a creche, e a mansão, exceto pelos empregados, parecia um pouco vazia.

Antigamente, quando ele voltava para casa, sempre via a figura de Eduarda ocupada em algum lugar.

Sempre que ele chegava, Eduarda lhe oferecia um sorriso gentil.

Agora, fazia muito tempo que ele não via aquele sorriso; aquilo existia apenas em suas memórias.

Weleska agora estava grávida, e seu avô o pressionava para se divorciar o mais rápido possível. Tudo isso eram coisas com as quais ele não queria lidar.

Ele queria escapar momentaneamente de tudo aquilo.

Ligou para Damiano e pediu que viesse buscá-lo.

Após entrar no carro, Damiano perguntou:

— Sr. Machado, para onde o senhor quer ir?

Por um momento, Cícero não soube para onde ir.

Para a empresa? Ele não queria ir lá hoje para sentar naquele trono solitário acima de todos.

— Sr. Machado, chegamos. — Damiano abriu a porta para Cícero e acrescentou: — Vou providenciar a sua acomodação de sempre.

Cícero tinha um lugar fixo ali, uma casa de praia minimalista com vista para o mar.

Cícero assentiu e começou a caminhar em direção à praia.

Ele olhou ao redor; o lugar já não era o mesmo de dez anos atrás.

A razão era que ele havia financiado a reforma do local e privatizado aquele pequeno trecho de costa, enquanto o outro lado fora desenvolvido para o turismo, trazendo bastante movimento para a região.

Cícero parou na beira da estrada. Ele viu que alguém havia invadido aquela área privada.

Desde que o local passou a pertencer a Cícero, ele não permitia que ninguém se aproximasse.

Se alguém se aproximasse, parecia destruir suas únicas memórias.

As memórias do primeiro encontro com a garotinha.

Hoje, ele não sabia o que estava havendo, mas ao estar com Weleska, não sentiu aquela sensação de cura que sentia antigamente.

Parecia que aquela sensação de cura pertencia apenas à garotinha de sorriso inocente daquela época.

Ele não entendia o porquê.

Seria porque ambos cresceram e amadureceram, e por isso aquela emoção desapareceu?

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