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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 303

A equipe prometeu em uma só voz.

— Entendido, senhor, não o decepcionaremos.

O gerente assentiu com rigidez.

— Ótimo, agora voltem lá para dentro e façam o trabalho de vocês de forma brilhante.

Enquanto os supervisores retornavam à sala VIP, o gerente permaneceu no corredor.

Ele ponderou sobre as consequências e, por fim, pegou o celular para ligar para a administração central do grupo.

— Boa noite, aqui é o gerente de operações do novo hotel. Eu preciso que vocês me transfiram para a linha direta de Damiano, o assistente pessoal do Sr. Machado.

A recepção executiva forneceu o número de contato sem hesitação.

O gerente discou imediatamente para o aparelho pessoal de Damiano Villar.

Naquele exato momento, Damiano conduzia o veículo executivo pelas ruas da cidade.

No banco de trás, Cícero analisava meticulosamente os relatórios de um projeto em seu tablet.

O percurso era suave, mas o silêncio dentro da cabine pesava como chumbo.

Um número desconhecido piscou na tela do celular de Damiano.

Ele tocou no fone de ouvido Bluetooth para atender e ouviu o relato afobado do outro lado da linha.

— Correto, você está falando com o assistente pessoal do presidente.

Damiano hesitou, lutando para manter o tom de voz o mais baixo possível.

— Você está me dizendo que a esposa do presidente e o Sr. Duarte estão jantando juntos no restaurante do nosso novo hotel?

Ao escutar aquela frase, o dedo de Cícero congelou sobre a tela de vidro.

Ele ergueu lentamente os olhos escuros.

O seu olhar frio travou na tela de multimídia do painel, que exibia a chamada ativa de Damiano.

Damiano escutou pacientemente as explicações histéricas do gerente do hotel.

Após absorver os detalhes, ele emitiu o seu veredicto de forma seca.

— Compreendido, eu mesmo tomarei as providências adequadas.

Damiano encerrou a chamada e desviou o olhar para o espelho retrovisor.

O brilho fantasmagórico do tablet refletia nas lentes dos óculos de Cícero, ocultando a verdadeira expressão em seus olhos.

O assistente avaliou a gravidade da situação e decidiu que omitir o fato seria um erro fatal.

Ele pigarreou antes de quebrar o silêncio opressivo do veículo.

— Sr. Machado, o gerente do nosso novo estabelecimento acabou de informar que a sua esposa e o Sr. Duarte estão no restaurante acompanhados de um grupo de pessoas. Eles ligaram em pânico perguntando se a visita tinha o seu aval e quais protocolos de serviço deveriam seguir para não ofendê-la.

Cícero finalmente levantou o rosto, exibindo um abismo insondável no fundo dos seus olhos.

Damiano foi incapaz de decifrar a emoção oculta por trás daquela máscara de apatia.

Cícero consultou as horas em seu relógio de pulso luxuoso.

— Dê a volta, nós vamos para o hotel.

Damiano arriscou um novo olhar pelo retrovisor, preocupado com as consequências daquela ordem.

— Mas, Sr. Machado, o jantar de hoje contará com a presença das mais altas autoridades políticas, cancelá-lo em cima da hora causará um incidente diplomático.

Ele sentia que era o seu dever inegociável como assistente executivo apontar a falha daquela estratégia.

O olhar de Cícero tornou-se gelado e a sua voz soou como uma rajada de vento cortante.

Eduarda, que acabara de tomar um gole de sua bebida, também ergueu os olhos para analisar o rosto suado do homem.

O gerente exibiu um sorriso polido e inclinou a cabeça em um gesto de pura submissão.

Ele falou com uma mistura calculada de fervor e profissionalismo.

— Senhora e Sr. Duarte, a presença de figuras tão ilustres exige que o nosso hotel entregue o nível de hospitalidade mais impecável possível.

As sobrancelhas delicadas de Eduarda se curvaram em desconfiança.

— Você sabe quem eu sou?

O gerente justificou com prontidão.

— Eu tive o enorme privilégio de vê-la na sede corporativa e a sua aura majestosa gravou-se permanentemente em minha memória.

Eduarda ofereceu um sorriso protocolar, mas a sua expressão endureceu em seguida.

— Pare de me tratar por esse título em público, considere-me apenas uma cliente comum que não exige privilégios.

O incômodo pulsava em seu peito.

No entanto, ela compreendia que não seria justo descontar as suas frustrações em um mero funcionário cumprindo o seu dever.

O gerente gaguejou algumas palavras sem sentido.

A simples ideia de tratar a esposa do presidente de forma comum parecia um passaporte direto para a demissão.

Rafael interveio para reforçar o pedido de sua acompanhante.

— Exatamente, nós estamos pagando as contas como qualquer mortal, então guarde a bajulação para uma outra ocasião.

O herdeiro da família Duarte também repudiava aquela atenção excessiva que sufocava a liberdade da noite.

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