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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 285

Cícero franziu a testa; pensou ter tido algum tipo de alucinação.

Como poderia encontrar conhecidos em um país estrangeiro?

Aquilo parecia improvável demais.

Porém, quando Cícero olhou novamente, viu que eram mesmo Eduarda e Rafael conversando e rindo.

O responsável ao lado continuava falando:

— Sr. Machado, os parceiros desta cooperação também organizaram uma Semana de Moda. Sabendo que o Sr. Machado viria, reservaram assentos VIP na primeira fila especialmente para o senhor. Não sei se o Sr. Machado tem interesse.

Ao ouvir o responsável, Cícero pensou em recusar, mas ouviu sobre a Semana de Moda.

Lembrou-se de que Eduarda era designer e viera a trabalho com Rafael.

Então, aquela Semana de Moda deveria ser a mesma que eles participariam.

Cícero concordou, o que era raro. O responsável ao lado ficou exultante; se o Sr. Machado aceitou, certamente estava aprovando seu trabalho.

— Então, Sr. Machado, o senhor ficará hospedado no hotel aqui perto hoje. Já mandei organizarem tudo. Amanhã mandarei alguém buscá-lo para a Semana de Moda.

Cícero mantinha o olhar fixo na janela e assentiu novamente.

Ele disse:

— Consiga a lista de designers de amanhã e envie-me esta noite.

— Claro, claro, Sr. Machado. Providenciarei o mais rápido possível. — O responsável estava radiante. — Sr. Machado, vamos para a sala privativa no andar de cima.

Cícero fez um gesto com a mão:

— Não precisa. Vamos sentar ali.

Cícero apontou para uma mesa muito discreta em um canto.

Daquele lugar, era possível ver Eduarda e Rafael perfeitamente.

O responsável entrou em pânico. Aquele lugar era escondido e apertado; como poderia deixar o Sr. Machado sentar ali?

Jamais! Isso seria uma negligência com o Sr. Machado!

O responsável disse, temeroso:

— Sr. Machado, aqui é muito barulhento, receio que o incomode. É melhor ir para o andar de cima, é mais silencioso. Vou arranjar para o senhor.

Cícero não tinha paciência para discutir com o responsável ali, então caminhou diretamente até o canto e sentou-se.

O responsável suava frio, sem escolha a não ser segui-lo.

— Sr. Machado, o que gostaria de comer? Tem alguma restrição alimentar?

Perguntou o responsável com cautela, mas Cícero não respondeu nada. O responsável teve que pedir os pratos principais por conta própria, torcendo para não desagradar Cícero.

Cícero continuava observando fixamente as duas pessoas na janela.

Rafael disse a ela:

— Se você sorrisse mais para mim, já valeria o tempo que gasto tentando te alegrar.

Por mais preocupada que estivesse, Eduarda acabava sendo contagiada por Rafael.

De repente, houve uma comoção no restaurante.

Eduarda e Rafael olharam e viram garçons em trajes típicos locais e uma banda com tambores de mão entrando no restaurante, trazendo um forte clima exótico.

A banda tocava pequenos instrumentos de corda locais, interagindo com os clientes em cada mesa e oferecendo uma flor típica da região.

A música foi se aproximando, até chegar diante de Eduarda.

O músico entregou gentilmente uma flor a Eduarda e disse algumas palavras na língua local.

Eduarda não entendeu, então virou-se para Rafael:

— Sr. Duarte, o que eles estão dizendo?

Rafael sorriu, e um brilho astuto passou por seus olhos.

Então ele disse:

— Disseram que você é muito bonita, que formamos um belo casal e querem nos convidar para dançar.

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