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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 284

Bateram na porta várias vezes até que ela se abrisse.

Eduarda olhou para Rafael com os olhos sonolentos e perguntou:

— Sr. Duarte, precisa de alguma coisa?

Ao ver o estado de Eduarda, Rafael percebeu que ela estava dormindo.

— Você já não dormiu bastante no avião? Como pode estar dormindo de novo?

Eduarda olhou para Rafael, que estava cheio de energia, vestindo um terno de alta costura impecável, e suspirou impotente.

Com o corpo debilitado, como poderia se comparar a um homem adulto forte e saudável?

— Estou com sono, Sr. Duarte. Não tenho a sua energia.

Rafael achou a maneira como ela falou um tanto adorável.

Ele encostou-se no batente da porta e disse:

— Chega. Se dormir agora, como vai dormir à noite? Não é assim que se ajusta ao fuso horário.

— Vá trocar de roupa, vamos sair.

Eduarda olhou para ele, confusa:

— Aonde vamos?

Rafael respondeu:

— Não decidi. Vamos dar uma volta, comer alguma coisa. Qual a graça de ficar só no hotel?

Eduarda pensou em recusar, mas Rafael tinha razão, e ela realmente estava com fome. Então, assentiu.

— Espere um pouco, já fico pronta.

Rafael fez um gesto com a mão e ajudou a fechar a porta para ela.

Pouco tempo depois, a porta se abriu novamente. Eduarda já havia trocado de roupa e arrumado a aparência.

Rafael assentiu e saíram juntos.

Quando caminharam para a rua, as luzes da cidade acabavam de se acender, iluminando toda a via. A arquitetura europeia parecia ainda mais bonita e imponente com as luzes acesas.

Eduarda viajara pouco para o exterior nos anos de casada; passara quase todo o tempo no Porto de Safira.

Agora, estando fora, sentia uma frescura há muito esquecida.

Rafael perguntou casualmente:

— Você não costuma viajar para fora? Cícero não te trazia junto?

Eduarda balançou a cabeça e disse:

— Nossa relação é mais distante do que você imagina. Não tivemos nem lua de mel, muito menos viagens comuns.

Rafael ficou ligeiramente constrangido.

O humor de Eduarda melhorou bastante, e um sorriso surgiu em seu rosto.

Vendo-a sorrir, Rafael também sorriu:

— Finalmente você parece feliz. Por que agir como se estivesse sob tanta pressão? Eu te dou muito trabalho?

Eduarda percebeu que poderia ter transmitido emoções negativas a Rafael e pediu desculpas.

Então, pegou o suco de laranja ao lado e brindou com Rafael.

Sob a luz das velas na mesa, os dois sorriam e conversavam animadamente.

Nesse momento, houve uma movimentação na entrada.

Aos olhos dos funcionários da porta, entrou um homem alto e de beleza estonteante, seguido por um subordinado um pouco mais baixo.

O garçom estrangeiro nunca vira alguém com uma presença tão marcante e não pôde deixar de olhar mais algumas vezes.

O subordinado ao lado falava com respeito:

— Sr. Machado, este é um restaurante típico muito famoso aqui. O senhor pode experimentar; a maioria dos estrangeiros que vêm aqui frequenta este lugar.

Cícero ouviu e assentiu, entrando no local.

No entanto, ao erguer os olhos, avistou o casal perto da janela.

Eduarda e Rafael estavam brindando e sorrindo um para o outro.

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