Daniel deu um sorriso autodepreciativo.
— Como esperado de alguém da família Silveira. Eu sabia que você não pediria desculpas, e eu também não preciso delas. Considere que tudo o que fiz até hoje foi apenas para cumprir minha obrigação como irmão mais velho. A partir de agora, não temos mais nenhuma relação.
Depois de dizer isso, Daniel se virou e foi embora.
Helena o esperava do lado de fora. Ao ver sua expressão sombria, ela sabia o quanto ele estava sofrendo.
Afinal, era o irmão mais novo que ele sempre protegeu e mimou. Descobrir que ele era o assassino...
Qualquer um acharia isso impossível de aceitar!
— Você está bem? — perguntou Helena.
— Estou. Na verdade, me sinto muito mais leve agora. Tudo está claro. É muito melhor do que ser mantido no escuro, sem saber de nada. Talvez nós nunca devêssemos ter sido irmãos, para começo de conversa.
— E você vai simplesmente deixá-lo em paz? Embora Benjamim Silveira também tenha prejudicado você, foi ele quem criou todos esses conflitos. Benjamim Silveira foi apenas usado como arma! Ele é a pessoa mais assustadora nisso tudo.
— Eu acabei de dizer a ele. Em respeito ao nosso passado, não vou buscar vingança. Que ele se vire sozinho daqui para a frente! Não tenho mais nada a ver com ele. Vamos embora! — Daniel apertou a mão de Helena com firmeza.
Em seu coração, nada era mais importante do que a pessoa ao seu lado.
Depois que Daniel transferiu suas ações para Benjamim Silveira, este se tornou o maior acionista e o verdadeiro controlador do Grupo Silveira.
Agora o Grupo Silveira estava sob o comando dele, e Helena finalmente havia cumprido sua promessa.
—
No hospital.
Xavier estava deitado na cama enquanto a enfermeira limpava seu corpo.
Ele tentava dizer algo, mas ficou tão agitado que acabou urinando em si mesmo.
A enfermeira, vendo que o lençol recém-trocado já estava sujo, perdeu a paciência.
— Só sabe se cagar o dia todo! Por que não morre de uma vez? Que inferno! — reclamou a enfermeira.

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