— Naquele ano, injetei veneno no seu corpo e quebrei cada um dos seus ossos. Você era literalmente um morto-vivo. Era impossível que voltasse a andar. Mas, surpreendentemente, você está aqui, perfeitamente de pé. Quem foi que te curou? Que habilidades médicas milagrosas são essas? — questionou Vasco Santos, ainda intrigado.
Mas ninguém estava ali para satisfazer a sua curiosidade. Nada daquilo importava mais.
Ao ouvir as palavras de Vasco Santos, Daniel apertou os punhos até os nós dos dedos ficarem brancos.
— Isso é realmente a verdade? Não há nenhuma mentira nas suas palavras?
— Heh! As palavras de um homem prestes a morrer são sinceras. Acha que neste momento eu ainda teria motivos para mentir? — Vasco Santos deu um leve sorriso.
Com aquele sorriso, era como se ele já tivesse aceitado a morte.
Após falar, ele apenas fechou os olhos.
Helena, por sua vez, lançou um olhar para Tomás.
Tomás pegou a sua adaga e a enterrou diretamente no peito de Vasco Santos.
Vasco Santos soltou um grunhido abafado antes de desabar no chão.
Foi um golpe rápido, impiedoso e preciso, atravessando o seu coração. Ele não tinha como sobreviver.
Aquela vingança, Tomás precisava executar com as próprias mãos. Por isso, Helena cedeu a ele a honra do golpe final.
Depois de confirmar com os próprios olhos que Vasco Santos havia parado de respirar, Tomás finalmente começou a rir, dominado pela emoção.
— Eu o matei!
— Eu finalmente matei o Vasco Santos! Eu vinguei os meus pais!
— Esse demônio finalmente está morto! Hahahaha!
A excitação de Tomás era palpável.
Por tantos anos, o seu único desejo era poder fatiar Vasco Santos com as próprias mãos para vingar a morte trágica dos seus pais.
E ele conseguiu!
— Chefe, eu finalmente me vinguei! Chefe!

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