Ouvindo isso, um estalo pareceu acordar Iolanda.
— Então a morte da minha mãe... tem a ver com a senhora? Ela não cometeu suicídio?
— O que você acha? — Adriana sorriu com desprezo.
Aquilo era uma confissão indireta!
Iolanda ficou em choque absoluto!
— Foi a senhora! Eu lembro perfeitamente. Naquele dia, a minha mãe estava tão feliz, ela me levou para brincar. Mas à noite, ela se jogou do prédio... Ela nunca quis morrer! Foi a senhora... a senhora a assassinou!
— Você é bem esperta, Iolanda. Quem mandou ela mexer comigo? O homem que Adriana não pode ter, ninguém mais vai ter!
— Sua... sua víbora! E eu te tratei como se fosse minha verdadeira tia! Você é a assassina da minha mãe! E se eu não estiver enganada, a queda da minha avó da escada... também foi armação sua! Você fez de propósito para incriminar a minha mãe!
— Hahahahaha! — Adriana soltou uma gargalhada alta.
Naquele momento, o coração de Iolanda foi tomado por um ódio visceral.
A mulher à sua frente era assustadora.
Ela matou a sua mãe, fingiu adotá-la por pena, e a fez viver todos esses anos sob o mesmo teto que a assassina.
Ela tratou a algoz de sua mãe como família, fez tudo o que ela mandou, obedeceu cegamente.
Nunca a contrariou, nunca se rebelou.
Que piada patética!
Quanto mais Iolanda pensava, mais raiva sentia, até que começou a rir de si mesma.
Todos esses anos, ela não passou de uma piada!
Perdeu a mãe cedo, nunca teve o amor do pai, e a tia que tanto adorava era a destruidora de sua vida.
O que lhe restava?!
— Você é podre, Adriana! Você é a mulher mais podre que eu já vi! Eu vou acabar com você!
Iolanda trincou os dentes e avançou, querendo esganar Adriana com as próprias mãos.
Mas foi imediatamente contida pelos seguranças.
— Eu no seu lugar abaixaria a bola, Iolanda Peregrino. Acha mesmo que pode encostar em mim? Se tentar qualquer coisa, o seu pai acaba com a sua raça!

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