Com a personalidade possessiva e implacável de Xavier, descobrir uma traição seria o mesmo que assinar a sentença de morte dela.
Mas já faziam dias, e ela continuava ilesa. Havia saído viva.
— Fique calma, Adriana. Ninguém mais pode te controlar agora. Pelo que sei, o Xavier teve um derrame. Ele está no hospital, não consegue nem falar. Um tigre sem dentes não pode fazer nada. Ele é um peso morto agora, não é mais uma ameaça. Fique tranquila! — consolou Afonso Peregrino.
— Ele teve mesmo um derrame? — Adriana acabara de sair do porão e não sabia das notícias de fora.
— Sim. Eu não mentiria para você.
— Que maravilha! É o carma! O carma! Aquele velho desgraçado já devia ter morrido há muito tempo! Hahaha! — Adriana gargalhou, eufórica.
Em décadas, ela nunca havia se sentido tão leve.
Quando estava com Afonso, vivia com o coração na mão. Agora, não precisava mais ter medo!
A família Silveira ia virar de cabeça para baixo.
Seu sofrimento finalmente tinha acabado.
Com a ajuda de Afonso, Adriana foi acomodada em um lugar seguro.
Iolanda Peregrino olhou para o pai, sentindo como se ele fosse um estranho.
— Pai, preciso te perguntar uma coisa.
— O que foi?
— Você e a tia... vocês realmente tinham esse tipo de relação?
— Você já sabe a resposta, não sabe? Por que está perguntando?
— E a minha mãe? Que lugar ela ocupava no seu coração?

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