Os olhos de Hector Domingos se arregalaram em total incredulidade enquanto ele encarava Antonieta.
O choque durou apenas um segundo antes de se transformar em fúria homicida. Ele ergueu sua própria faca para degolá-la.
Mas Antonieta foi mais rápida.
Ela não lhe deu chance. Arrancou a faca do peito dele num solavanco e cravou-a de novo. E de novo.
— Morra!
— Vai para o inferno!
— Seu lixo! Mentiroso!
— Lixo! Lixo! Lixo! Você não é humano! Monstro!
O frenesi tomou conta de Antonieta. Ela esfaqueou repetidas vezes. O sangue jorrou, cobrindo seu rosto e escorrendo pelos seus braços, tingindo suas mãos de um vermelho escuro.
— Antonieta! Antonieta! — gritou tio Bruno, com o coração partido ao ver a filha naquele estado de loucura.
O corpo de Hector finalmente parou de tremer e cedeu, inerte. A adrenalina abandonou Antonieta, e ela desabou no chão, sem forças.
Ela ficou caída de frente para o cadáver de Hector.
Com a mão ainda trêmula e suja de sangue, ela desferiu um último tapa no rosto do morto.
— Vai, continua me xingando! Continua me humilhando! Fala alguma coisa! Fala!
Hector mantinha os olhos vidrados, sangue escorrendo pelo canto da boca. Não havia mais sinal de vida.
— Hahahaha! Hahahaha! — As gargalhadas de Antonieta ecoaram no quarto, insanas e quebradas.
Tereza agiu rápido e abafou a situação na mansão.
Dias depois, acompanhada por tio Bruno, Antonieta foi a uma clínica particular e fez o aborto.
Ela tornou-se uma sombra do que era, afundando em um silêncio absoluto. Após se recuperar fisicamente, tio Bruno a enviou para viver numa cidade pequena no interior, longe de tudo.
...
O Grupo Martins.

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