— Levante-se, tio Bruno. Fique tranquilo, não vou deixar que nada de ruim aconteça com a Antonieta. — disse Tereza, tentando confortá-lo.
Ela voltou o olhar frio para o homem acuado.
— Hector Domingos, o que você quer para soltá-la?
— Eu quero você! Quero que se case comigo!
Tereza soltou uma risada carregada de ironia.
— Você acha isso minimamente realista? Eu já estou noiva. Peça algo possível.
— Então... eu quero vinte milhões na minha conta e um jato particular pronto agora! Eu quero sair do país! Assim que eu estiver seguro longe daqui, eu a liberto!
— Vinte milhões e um jato particular?! Você ficou louco?! — gritou tio Bruno, trêmulo de raiva diante da chantagem absurda.
— Cala essa boca, seu velho inútil! Não me importo, eu quero o dinheiro e uma fuga segura! Comecem a providenciar logo!
— Iran, o que faremos agora? — sussurrou Tereza.
Atender àquelas exigências era impossível, mas eles precisavam salvar a vida de Antonieta.
— Vamos fingir que aceitamos. Eu vou encontrar uma brecha para tirar Antonieta de lá. — respondeu Iran em voz baixa.
Tereza assentiu devagar.
— Tudo bem, Hector. Faremos o que você pediu. Mas levantar esse valor e preparar um voo leva tempo. Você vai ter que esperar.
— Eu dou a vocês meia hora! Se não estiver tudo pronto em trinta minutos, Antonieta morre comigo!
A faca pressionou ainda mais o pescoço da refém. O fio afiado já começava a abrir um pequeno corte na pele de Antonieta.
— Hector, você é realmente tão cruel? Você não se importa nem um pouco se eu viver ou morrer? — perguntou Antonieta, a voz falhando.



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