Tereza vestiu o conjunto e caminhou até a sala, parando na frente de Iran Alves.
— E então? O que achou?
Iran ficou sem palavras por um segundo.
Ela estava radiante. Imponente. Exalando poder e autoconfiança.
— Está linda. O caimento é perfeito. — Ele não entendia nada de moda, mas sabia reconhecer quando uma mulher parecia uma rainha.
— Perfeito! Iran, agora que eu recuperei a minha identidade, você vai ser promovido. Meu guarda-costas pessoal. Acabou essa história de ser só meu motorista!
— Guarda-costas, é? — Iran cruzou os braços, um sorriso de canto nos lábios.
— É... e o que mais você gostaria de ser? — As bochechas dela coraram levemente.
O tempo que passaram juntos mudou tudo.
No País K, ele havia lutado como um demônio para mantê-la viva. Frio, preciso, letal.
Tereza passou a admirá-lo profundamente.
Ele a suportou durante as piores crises de estrelismo e nunca revidou.
— Nada não. — Ele riu, balançando a cabeça. — Está na hora de ir. O carro já está esperando. O presidente ordenou que hoje você não vai naquele carro velho. Tem um Bentley estacionado lá fora.
— Tudo bem. Sigo os seus passos!
Os dois desceram.
Depois de meses se espremendo em carros populares caindo aos pedaços, o couro macio do Bentley pareceu irreal.
Ela respirou fundo, tentando se acostumar com a sensação.
Parecia uma ironia. Uma herdeira que havia se acostumado com a pobreza e agora estranhava o próprio luxo.
Quando chegaram à sede do Grupo Freitas, Victor já a aguardava.
Juntos, pai e filha caminharam lado a lado em direção à sala de reuniões.
Lá dentro, diante de todos os diretores, Victor anunciou oficialmente Tereza como a nova CEO da companhia...


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