— Certo, então que seja assim! — disse Cristiano.
No hospital.
A matriarca estava deitada na cama do hospital. Seus olhos percorreram a sala cheia de filhos e netos, mas não encontraram Rafael.
— Onde está o mais velho? Por que ele não veio? Vocês ligaram para ele ou não? — perguntou a velha senhora, com a voz fraca.
Aos oitenta e tantos anos, sua vida estava chegando ao fim.
O segundo irmão respondeu:
— Mãe, nós ligamos. Ligamos várias vezes. Mas a senhora sabe como as coisas ficaram entre o meu irmão e a nossa família. Acho que ele não vem.
A matriarca se irritou:
— Não me importa o que vocês tenham que fazer. Eu preciso ver o meu filho mais velho! Eu quero ver o Rafael!
— Tudo bem, mãe. Descanse. Vamos sair e dar um jeito.
As famílias do segundo e do terceiro irmão saíram para o corredor.
Adelina Gomes não se conteve:
— O que vocês acham que a velha está tramando? Exigindo a presença da família do primogênito numa hora dessas... Ela não vai durar muito. Em vez de dividir a herança logo, por que chamar o Rafael? Será que ela quer dar uma parte para ele?
— De jeito nenhum! — Laura interveio rapidamente. — A família do Rafael foi expulsa há anos. Eles mal têm contato com a casa principal. Por que teriam direito a um centavo sequer?
As duas famílias começaram a discutir fervorosamente.
Roberta ficou em silêncio num canto.
Ela já havia perdido as esperanças de colocar as mãos no dinheiro da matriarca.
A velha estava profundamente decepcionada com ela. Na verdade, Roberta mal podia esperar que a velha morresse logo.
Desde a surra que levou de Helena na última vez, ela e Catarina tinham baixado a bola, ficando trancadas em casa para evitar problemas.
Portanto, não disse uma palavra sobre a herança.
Catarina, por outro lado, estava desesperada com a ideia de a família primogênita roubar a fortuna e continuava cochichando estratégias.


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