E ela era apenas a filha do mordomo.
— O que foi? Tá com medo que o seu pai não me aceite? — perguntou Hector, confuso.
— Não, meu pai com certeza vai te aceitar.
O medo dela era que Hector não a aceitasse quando descobrisse a verdade.
Ele acariciou os cabelos dela suavemente.
— Se é assim, vamos nos conhecer logo. O que acha?
Antonieta concordou com um aceno lento.
— Que tal amanhã à noite? Depois do trabalho, você me leva para conhecer meus futuros sogros!
Hector já não conseguia conter a ansiedade.
Assim que oficializasse seu lugar na Família Freitas, ele poderia andar de nariz em pé pela empresa inteira.
— Amanhã... amanhã é muito em cima da hora. Meu pai é um homem muito ocupado.
— Então me dá uma data. Você precisa organizar isso e me dar uma certeza.
Antonieta não queria decepcionar Hector. Ele tinha gastado horrores com a bolsa, enchido ela de presentes e a tratado como uma rainha.
Se ela recusasse, iria partir o coração dele.
De repente, ela se lembrou de uma conversa que ouviu mais cedo. O assistente de Victor Freitas havia mencionado um projeto na Cidade S. Neste sábado, o Sr. Freitas viajaria para lá.
Além dele, Isadora Souza também não estaria em casa.
Todo sábado, Isadora saía para se encontrar com as amigas e só voltava tarde da noite.
Sábado era a janela perfeita.
— Pode ser no sábado. E já que é assim, vou convidar o pessoal do nosso departamento. Fica mais animado.
Os olhos de Hector brilharam de euforia.
— Sério mesmo? Você vai convidar o departamento inteiro? Não tem medo de expor a sua identidade? Você é a herdeira da Família Freitas!



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