— Hector, você gosta de mim de verdade?
— Bobinha, claro que sim. Desde o primeiro dia que você pisou na empresa, eu não consegui tirar os olhos de você. Eu pensei: "Meu Deus, como existe uma mulher tão linda e com um coração tão puro?". O resto da história você já sabe. Eu sou completamente louco por você!
— E se... e se eu não tivesse nada? Se eu perdesse tudo e virasse só uma pessoa comum. Você ainda ia querer ficar comigo? — perguntou ela, com a consciência pesando.
— É claro. Você é a única mulher com quem eu quero me casar. Não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar!
Antonieta soltou um suspiro de alívio.
Sendo assim, mesmo que um dia Hector descobrisse que ela não passava de uma plebeia sem ligação de sangue com a Família Freitas, ele não a abandonaria, certo?
Abraçado a Antonieta, o coração de Hector Domingos batia acelerado de ambição.
Agora que ele tinha ido para a cama com ela, a garota era dele.
Sua posição como futuro genro da Família Freitas estava praticamente selada. Ela não tinha como escapar!
Mesmo que o Sr. Freitas torcesse o nariz para a sua origem humilde, não faria diferença. Antonieta estava apaixonada. Que pai conseguiria ir contra a vontade da própria filha?
— Antonieta, eu te amo! Eu te amo demais!
Completamente inebriado, Hector a jogou contra os travesseiros mais uma vez.
Eles estavam no auge da paixão quando, de repente, o celular de Antonieta tocou.
Tocou várias vezes até que, irritada, ela alcançou o aparelho.
Hector puxou o celular da mão dela.
— Não atende. Esse é o nosso momento.
— Mas é da minha família.
Hector gelou por um segundo. Pensando que poderia ser alguém importante da Família Freitas, ele devolveu o celular na mesma hora.
Antonieta retornou a ligação.
— Alô? O que foi?
Do outro lado da linha, o Mordomo Bruno Assunção perguntou com a voz carregada de preocupação:


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