— Como assim? Você os conhece? — perguntou Helena.
— O motivo de eu ter vindo te procurar hoje era exatamente para fofocar sobre uma coisa ridícula que aconteceu. Mas quem diria que os envolvidos estariam aqui. Que coincidência enorme.
Helena já havia escutado a história de que Antonieta Malta era filha do mordomo Bruno Assunção. Ela não conseguia parar de rir.
Helena, por outro lado, mantinha uma expressão imperturbável.
— Me diz se não é cômico. Usar as minhas roupas velhas, vir se gabar na minha cara e ainda exigir que eu pague pelos danos!
Helena sorriu, balançando a cabeça.
Vendo que as duas estavam tão entretidas conversando, e como Jorge havia acabado de lhe mandar uma mensagem pedindo ajuda com um assunto, Daniel decidiu se despedir.
— Até que enfim ele foi embora. Então, depois do jantar, vamos dar uma volta pelo shopping juntas! — disse Tereza para Helena.
Fazia tempo que as duas não faziam compras juntas.
— Ah, a propósito, sobre aquele casal de golpistas que te enganou... a polícia os pegou. Eles já eram criminosos experientes. Você não foi a única vítima; várias outras garotas caíram no mesmo golpe! Só que elas não tiveram a mesma sorte que você.
Uma das garotas também tinha sido atraída para a casa pela mulher fingindo estar grávida. Mas como a garota estava menstruada, o homem não a violentou.
No entanto, em um acesso de raiva, ele a estrangulou, desmembrou seu corpo e o guardou em um freezer.
Foi por isso que, quando a polícia abriu aquele freezer, de fato encontrou órgãos humanos lá dentro.
— Que nojo! Pessoas assim deveriam ser condenadas à morte! — exclamou Tereza, cheia de indignação.
— Prisão perpétua é o mínimo. Considere-se vingada.
— Bem feito para eles! Que sensação maravilhosa. Hoje o dia está ótimo, não vamos mais falar dessas coisas ruins. Vamos descer e olhar as vitrines! — sugeriu Tereza.
— Vamos.
O local onde estavam era um grande shopping de luxo. Aquele andar era dedicado à praça de alimentação e aos restaurantes, enquanto os andares inferiores abrigavam as lojas de grife.
Tereza entrou em uma loja de bolsas de marca.
— Helena, olha que bolsa mais linda! Desde que comecei a esconder minha identidade para estagiar na empresa, eu nunca mais comprei uma bolsa nova.
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